Instituto de Psicologia Paranormal - Reconocido con Personería Jurídica en IGJ bajo Resolución No. 1167/04 Ley 22.315 (MJS y DDHH) Entidad inscripta en el Registro Nacional de Organizaciones no-Gubernamentales (CENOC) No. 16372.
AIPA
Indice de
Boletienes
Publicados

Asociación iberoamericana de parapsicologia

Boletin 5-6

Vol.3, No.1-2 (5-6), agosto-diciembre 1999.

En este número:

 

 

MENSAJE DEL EDITOR

Este número doble del Boletín es un nuevo motivo de gozo para AIPA. Sin embargo, lamentamos haber retrasado la edición del boletín cuyo No. 5 debió haber sido publicado en Agosto de 1999, pero debido a diversos factores, esto no fue posible. Asi que agradecemos vuestra confianza y quedamos como siempre al aguardo de todo tipo de material, contribuciones, noticias, actividades desarrolladas en este campo, y cualquier otro comentario de interés para el resto de la comunidad.

Esta edición contiene -por partida doble- material que hemos venido recopilando a lo largo de este año y que sintetiza bien los alcances de los trabajos, estudios, investigaciones, eventos y otras actividades de los miembros de nuestra asociación.

Otro motivo de gozo es un nuevo aniversario para la Asociación Iberoamericana de Parapsicología. Hemos cumplido cuatro años de vida. De modo que desde 1995 hasta 1999 y en el próximo milenio, esperamos cumplir con la tarea que demanda el sostenimiento de nuestra asociación y la responsabilidad que ello implica para nuestros asociados.

Al mismo tiempo, les informaremos pronto acerca de nuestras elecciones. AIPA es una asociación cuyos integrantes merecen decidir su destino y es oportuno que sus asociados estén dispuestos a conducir la parapsicología iberoamericana del próximo milenio.

Por último, recuerde mantener su cuota al día y comunicar siempre sus inquietudes. La Junta Directiva de AIPA está dispuesta a atender a sus asociados y proporcionar los beneficios que implica participar de una organización responsable y respetuosa en lucha contra el charlatanismo imperante en América Latina y en favor del desarrollo de la parapsicología como ciencia.v

ALEJANDRO PARRA
Editor Boletín AIPA
rapp@ba.net

 

 

Artículo I

A ÁRDUA FACE DA PARAPSICOLOGIA
Vera Lúcia O'Reilly Cabral Barrionuevo*

Junta Directiva AIPA
veralu@sul.com.br

"A Parapsicologia acredita em...?" é a primeira pergunta que costuma testar o bom humor de seus profissionais. Diz respeito, geralmente, a uma das variadas hipóteses de sobrevivência da mente após a morte física: seja a de reencarnação, de aparições ou de experiências fora do corpo. É muito difícil convencer as pessoas mal informadas de que parapsicólogos não acreditam: investigam. E é isto que se propuseram a fazer, a partir de suas raízes, os chamados pesquisadores psíquicos, no final do século passado, quando fundaram a britânica Sociedade de Pesquisa Psíquica, em 1882. Seus integrantes estabeleceram rígidos critérios de investigação das experiências relatadas como "paranormais".

Na continuidade, surgiu a primeira geração de parapsicólogos americanos, com a demonstração experimental e sistemática dos fenômenos extra-sensoriais como a telepatia, a clarividência, a precognição e, posteriormente, a da psicocinesia. O responsável por este passo fundamental na história da Parapsicologia contemporânea, foi o pesquisador norte-americano Joseph Banks Rhine, que a consolidou e distinguiu em meio às outras disciplinas científicas: fundou, em 1957, seu organismo internacional de representação, a Parapsychologycal Association (P. A.), oficialmente aceita entre as demais sociedades científicas, pela American Association for the Advancement of the Science (AAAS), em 1969.

Outras questões parecem, igualmente, indicativas de desinformação sobre a disciplina que, ainda que científica, não pode se afirmar como ciência enquanto não puder estabelecer a verdadeira natureza de seu objeto de estudo.

As perguntas mais freqüentes dizem respeito, essencialmente, ao ofício do profissional em Parapsicologia. Parece ser mais fácil acreditar que o parapsicólogo se dedica a práticas esotéricas (o que tornaria imprescindível fosse ele, antes de tudo, um sensitivo em vez de pesquisador, em prejuízo de sua objetividade) do que imaginá-lo em seu usual e penoso cotidiano nos laboratórios experimentais. É usual acusar-se a Parapsicologia por atos de exploração da credulidade popular em vez de lamentá-la como vítima de abuso dos muitos charlatães que a infestam e insistem em autodenominar-se parapsicólogos. Essa tentativa de obter aceitação por parte de um público ingênuo, contribui, sem sombra de dúvida, para denegrir sua credibilidade já fragilizada, e distanciá-la das demais áreas firmemente estabelecidas. Alguns teimam em acusar de inconsistentes e levianos os dados apurados que se baseiam em mais de um século de contínua e sistemática investigação; ignoram a promissora união de esforços multidisciplinares que descortina tantas possibilidades de beneficiar o gênero humano e acabam por postergar a iniciativa de solidariedade para com aqueles que trilham uma estrada que oferece mais espinhos do que flores a seus desbravadores.

E, embora a Parapsicologia - mesmo enfrentando inveja e preconceitos, por estrito princípio, não acredite, mas investigue, experimente, demonstre e divulgue resultados, ao que tudo indica, faz parte de sua trajetória ter que continuar enfrentando, também, o medo da opinião dos demais pesquisadores das áreas limítrofes: nenhuma outra área da pesquisa científica parece necessitar de um sistema de controle, segurança e inviolabilidade tão rígidos; muito especialmente nas questões concernentes à escolha do universo de pesquisa, à aleatorização dos alvos e aos critérios de julgamento; nenhuma divulgação de resultados científicos recebe tantos ataques e de tantas e tão variadas fontes. À falta de apoio moral soma-se a inexistência de incentivos financeiros: raros parapsicólogos conseguem sobreviver dedicando-se, apenas, à sua profissão. Tudo isso tende a enfraquecer a força motivadora de quem luta pela prevalência dos princípios científicos que devem nortear o direcionamento dos que têm por intenção honrar e fortalecer a estrutura e o nome da profissão que adotaram.

Neste sentido, e com a orientação de membros do Conselho-Diretor da P.A., fundou-se, em agosto de 1995, a Associação Latino Americana de Parapsicologia, no intuito de oferecer maior apoio aos pesquisadores de língua não inglesa; efetuar o censo dos profissionais em Parapsicologia; incentivar a publicação dos trabalhos de pesquisa; realizar periódicos cursos de atualização; e montar seminários de integração e discussão via internet. Destina-se, sobremaneira, a permitir e contribuir - de forma progressiva e sistemática, para que a pesquisa científica que vem se tornando prioritária junto à nova geração de parapsicólogos, possa florescer em meio à de seus pares europeus e norte-americanos, possibilitando o estabelecimento de um novo e contínuo diálogo entre todos; e, conseqüentemente, com bases sempre mais consistentes de entendimento, de ambas as partes. Esta atuação conjunta viabilizará o fortalecimento de nossas Associações e o reconhecimento da Sociedade em geral com respeito ao trabalho sério e fundamentado a que se dedica o profissional em Parapsicologia. A partir de então, talvez consiga integrar-se com os representantes das demais profissões sem constranger-se com questionamentos desrespeitosos ou inconsistentes.

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* Curso de Graduação em Parapsicologia na FCBPPR. Curso de Pós-Graduação em Estudos da Consciência, na FCBPPR. Especialização em Parapsicologia no Rhine Research Center, Durham, NC, USA. Especialização em Orientação Psi, na FCBPPR. Professora de Métodos e Técnicas de Pesquisa Qualitativa em Parapsicologia. Membro Associado da Parapsychologycal Association. Membro Profissional do Rhine Research Center. Membro Diretor e Fundador da Associação Latino-Americana de Parapsicologia.

 

 

Foro de Discusión

¿TIENE FUTURO LA PARAPSICOLOGÍA?*
Editado por Alejandro Parra

Comité de Publicaciones,
Asociación Iberoamericana de Parapsicología

Continuando con la publicación de estos foros de discusión sobre los problemas de la parapsicología en nuestra región, en calidad de Editor del Boletín AIPA, reproducimos la opinión de tres investigadores en parapsicología y miembros de AIPA sobre la situación actual de la parapsicología. Estos breves artículos fueron originalmente publicados en las Actas del Tercer Encuentro Psi 1998: Conciencia y Psi como Frontera de Exploración Científica que se celebró en Buenos Aires (13-15 de Noviembre), Argentina. A mi juicio, estas opiniones también representan vastamente a nuestra región precisamente por haber sido escritas por investigadores que conocen los problemas en el desarrollo futuro de la parapsicología de América Latina. Por razones de espacio, eliminamos las referencias.

 

STANLEY KRIPPNER*
San Francisco, California (USA)
skrippner@saybrook.edu

El fenómeno psi, cualquiera sea su explicación, sugiere formas de información e influencia que son unitivas en su naturaleza. Psi hace difuso los límites convencionales entre un organismo y otro, y su medio ambiente, y entre organismos y su localización en tiempo y espacio. Psi contraría la tendencia de la ciencia moderna de ignorar los aspectos cosmológicos y lo que Stephen Toulmin llamaba "lo global." La "nueva parapsicología" se ocuparía de ayudar a la gente a hacer lo que es valioso en su vida. Se acentuaría las actividades humanas anómalas y las experiencias humanas excepcionales en el mundo vivido de la gente, en "situaciones específicas de vida compleja." El modelo conectivo que caracteriza estos fenómenos psi pueden ofrecer indicios, modelos, metáforas, e incluso aplicaciones para ayudar a resolver algunos de los problemas críticos que deben ser enfrentados en nuestro tiempo y en todo lo que el mundo posmoderno sea capaz de hacer emerger en el futuro. Los asi llamados "programas de investigación de avanzada" son preferibles a los fructíferos "programas de investigación estancados." En otras palabras, las teorías que generan un gran acuerdo de investigación empírica están favorecidos por sobre aquellas que han generado poca o nula investigación. Se prefieren –además– teorías que incluyan definiciones operacionales, que demuestren el poder explicativo, y que se caractericen por su simplicidad y elegancia. Sin embargo, el psiquiatra americano Ian Stevenson piensa que la falsificabilidad, la estricta repetibilidad, el poder predictivo, y la situación de laboratorio son "características prescindibles" de la investigación científica; de mucha mayor importancia son las observaciones y los análisis descritos públicamente que son ordenados de una manera que ofrezca una "nueva comprensión del fenómeno." Por último, estos nuevos fenómenos necesitan ser comparados con fenómenos que son ya conocidos de manera que se enriquezca el poder explicativo de una teoría.

El parapsicólogo americano J.G.Pratt sospechaba que la parapsicología esta actualmente en un período "pre-paradigmático", esperando que su Albert Einstein aparezca, para elaborar los datos y construir una teoría coherente, y guiar al campo hacia el reino de la ciencia clásica. Mientras tanto, la investigación psi provee una oportunidad para la falsificación de las presunciones aceptadas por convención aceptadas respecto a la naturaleza humana, p.e. la percepción a distancia y la cognición. En 1989, la Parapsychological Association concluyó que "la parapsicología tiene un siglo de tradición al brindar imaginación científica y rigor al estudio de los fenómenos ignorados por otros investigadores. Cualquiera que sea el resultado en el futuro, no podemos sino ayudar a sumar conocimiento acerca de la humanidad y la condición humana."

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* Doctor en Psicología. Profesor de Psicología en el Saybrook Institute. Autor de numerosas obras, de parapsicología. Ha visitado América Latina en diversas oportunidades y pronunciado conferencias sobre psicología transpersonal y parapsicología. Traducido por Jorge Villanueva.

 

JUAN GIMENO*
Buenos Aires, Argentina
rapp@ba.net

Cuando se analiza el comportamiento de la parapsicología a través del tiempo, se observa claramente que el viejo sueño de una disciplina en constante progreso no ha podido ser sostenido. La pretensión de que por compartir con las ciencias experimentales los mismos métodos de investigación también se iba a poder asimilar su mismo ritmo de crecimiento, ha quedado definitivamente archivada. Parece más acertado seguir el razonamiento de John Beloff en términos de ver la historia de la parapsicología regida por las mismas leyes que la historia del arte; así, el gráfico de su evolución aparece como una sinusoide irregular donde las máximas amplitudes coinciden con la aparición de sujetos excepcionales o con el descubrimiento de metodologías exitosas; pasado un tiempo, los sujetos mueren o declinan sus facultades y las metodologías pierden su efectividad o simplemente dejan de utilizarse, volviendo otra vez al punto de partida.

La diferencia sustancial con las ciencias experimentales, y nuestro talón de Aquiles, debemos buscarlo en el bajo grado de repetibilidad de los fenómenos paranormales. Ya que ningún efecto reportado puede obtenerse siempre por laboratorios independientes a pesar de respetar puntillosamente el protocolo original, es imposible saber si descubrimientos excepcionales son auténticos o fueron el resultado de fallas metodológicas; siguiendo este razonamiento, ante la publicación de un experimento exitoso, nunca se podría asegurar si fue el fruto de un verdadero esfuerzo científico o simplemente la invención literaria de algún megalómano que logró burlar a los revisores de las revistas especializadas, en rigor bastante laxos o inexistentes en la mayoría de los casos.

De cualquier manera, si se pudiera eliminar cualquier sospecha de fraude o de errores metodológicos en, al menos, el 1% de los informes publicados, se podría aún conservar una base de datos firme y suficiente para que los fenómenos pudieran ser aceptados como hechos de la naturaleza. En ese caso, los libros de texto de algunas ciencias clásicas los incluirían en capítulos especiales y tal vez la parapsicología sería materia obligatoria de diversas carreras universitarias, consiguiendo finalmente su esperado reconocimiento social. Este escenario podría considerarse como un final políticamente feliz al que aspiran algunos parapsicólogos; algo así como la validación oficial de unos fenómenos erráticos y de difícil verificación que violan seriamente una gran cantidad de postulados científicos. Sin embargo, este optimismo puede considerarse al menos como ingenuo ya que no se trata de simples anomalías, como lo fueron en su momento las observaciones de Galileo mediante el telescopio para la teoría geocéntrica o los experimentos de Michelson y Morley para la Mecánica clásica de Newton; en este caso se violan no solo teorías científicas sino también una visión del mundo avalada por la experiencia de siglos y siglos. Seguramente siempre habrá una gran cantidad de científicos que, invocando el principio de parsimonia, prefieran negar la realidad ontológica del fenómeno antes que violar lo que Broad (1962) dio en llamar los "principios básicos limitantes".

Por otra parte, concediendo que fuera posible el final políticamente feliz, aún quedarían por resolver casi todos los grandes problemas de psi: su origen, los procesos que lo desencadenan, las variables intervinientes y su manipulación. Y sin conseguir una repetibilidad sobre demanda es imposible llevar adelante ningún programa completo y efectivo que permita avanzar sobre esas incógnitas. Aparece entonces un segundo escenario final donde el fenómeno estaría demostrado pero se tendría vedado cualquier avance que acercara a su dilucidación. Se sabría que está, pero no dónde, ni cómo, ni por qué. Ciertamente, para un científico, este sería un final muy poco satisfactorio.

Así las cosas, ante la pregunta de si tiene futuro la parapsicología, se puede recurrir a Martínez Taboas que nos dice:

"La contestación es un sí, pero condicionado a dos sucesos improbables. En primer lugar, que algún parapsicólogo encuentre un método, hasta hoy desconocido, en donde las propiedades paranormales de algún fenómeno psi puedan ser enseñadas, manipuladas o demostradas de manera confiable, robusta y consistente. En segundo lugar, que (...) las teorías o visiones del mundo que endosa de manera general la comunidad científica, lleguen a modificarse para que haya cabida a fenómenos que a priori y al presente parecen contradecir las leyes, modelos y teorías del científico contemporáneo".

Por último, y en caso de que ninguno de esos dos sucesos improbables ocurra, se seguirá cumpliendo en el futuro la ley cíclica que Beloff entrevió para el pasado; así se llegaría a un tercer escenario, que no es necesario imaginar porque es idéntico a lo conocido: una sucesión infinita de personas y procedimientos que llegan a descubrimientos significativos y que antes de ser suficientemente estudiados se esfuman en el aire como pompas de jabón. Un paraíso para quienes disfruten del misterio y la polémica; un lugar cómodo para historiadores y rentable para periodistas; un desafío para los teóricos; una bendición para los escépticos del CSICOP; y un verdadero infierno para los amantes de la verdad.

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* Juan Gimeno es investigador en parapsicología, con énfasis en casos espontáneos e historia de la parapsicología. Es investigador adjunto en el Instituto de Psicología Paranormal.

 

JUAN CARLOS ARGIBAY*
Buenos Aires, Argentina
rapp@ba.net

Responder si tiene futuro o no la parapsicología es una tarea incierta. Intervienen tantos factores en la determinación del futuro que resulta un poco aventurado emitir una opinión sobre que será de la parapsicología. Sin embargo el progreso o involución de una ciencia dependen de diversos factores que hacen a la práctica científica misma y a los diversos momentos por los cuales pasa una disciplina, además de la labor de quienes la practican y de los factores sociales que la condicionan. De manera que podría especular sobre cual es la situación actual de la parapsicología y que carencias presenta, y como sería su futuro según la evolución de éstas.

Hay un hecho que es importante, si bien la parapsicología tiene cierta aceptación dentro de la comunidad científica, es rechazada por un amplio espectro de ésta, principalmente por los psicólogos, siendo justamente la psicología el ámbito más pertinente a aquella. De manera que es importante señalar que la parapsicología es una ciencia marginal , no porque no sea científica, sino porque es colocada de hecho en esa posición por importantes sectores de la comunidad científica.

Esta marginalidad condiciona la labor del parapsicólogo. En lo económico, porque le resta fuentes de financiamiento, lo cual limita ostensiblemente la posibilidad de investigar; y en lo psicológico creando lo que considero cierto complejo de marginalidad, que se manifiesta en el hecho de que la comunidad parapsicológica se cierre sobre si misma, es marginada y para evitar tal marginación se automargina, y en tratar de complacer a toda costa a los escépticos, que justamente por serlo no se los puede convencer, y que la más de las veces directa o indirectamente plantean cuestiones más filosóficas que científicas; ya que considero que los escépticos niegan la parapsicología porque sienten que contradice su paradigma filosófico y no por otras cuestiones.

De manera que me parece importante que el parapsicólogo asuma su marginalidad momentánea, y que respecto a lo anterior, se arriesgue a las críticas de otros y que no investigue para convencer a los escépticos sino para enriquecer su disciplina. Obviamente esto último es una inversión a largo plazo ya que en el corto plazo, puede contribuir a incrementar la marginalidad.

De todos modos considero que la ciencia, ya en sus orígenes y hoy en día es esencialmente utilitaria, y lo es mucho más en su inserción social. Si la parapsicología no genera, aunque sea mínimamente, aplicaciones prácticas que conformen este afán utilitario, difícilmente se consigan fuentes constantes de financiamiento, el dinero va donde puede haber rédito.

¿Cuál es la posibilidad hoy de obtener aplicaciones prácticas? Remotísimas. Para hacerlo se necesita una mayor repetibilidad y el conocimiento de variables que produzcan un efecto relevante. La parapsicología hoy no tiene una repetibilidad medianamente aceptable, necesita recurrir al meta-análisis para mostrar la consistencia de un efecto. Además las variables independientes que se plantean en las investigaciones solo producen un efecto de baja magnitud. En estas condiciones pensar en aplicaciones prácticas es una utopía.

Esto, ¿es un camino sin retorno? No. Para generar repetibilidad en mayor medida se precisan variables que produzcan efectos de mayor magnitud. Para ello se requieren teorías orientadoras, mejores que las que tenemos hoy en día.

La actividad parapsicológica es limitada porque al no haber financiamiento, se ven reducidas las posibilidades de investigación. Siendo los recursos limitados quizá sería conveniente plantear la pregunta de si son bien aprovechados, ya que al ser escasos su aprovechamiento racional es esencial para avanzar.

Vamos hacia donde nos llevan las investigaciones. Hemos pulido los recursos metodológicos. Con el meta-análisis hemos demostrado consistencia en los efectos. Si hay pocos recursos, ¿tiene sentido continuar en la medida en que se lo hace con investigaciones tendientes a la prueba? ¿se lo hace porque aporta a la parapsicología o para convencer a los que no quieren ser convencidos? ¿Tiene sentido continuar con más de lo mismo si lo que se ha probado hasta ahora ha demostrado ser estéril en la posibilidad de producir efectos relevantes?

¿Tiene sentido en experimentos exploratorios tomar controles desmedidos, que dificultan la realización del experimento y muchas veces lo tornan inviable, si es solo para buscar nuevas ideas, que de parecer promisorias podrían ser sometidas a pruebas más rigurosas? La investigación puede tornarse técnica y reiterativa. De ser así. ¿No se necesitaría un poco más de ideas y de creatividad?

Se podría decir que más que fondos se precisan buenas ideas. Porque la pregunta es: si se contara con recursos económicos importantes y se continuara investigando con los mismos lineamientos como hasta ahora, ¿se obtendría algo o solo se gastaría dinero? La falta de financiamiento, ¿es sólo por no tener aplicaciones prácticas o también porque quienes podrían invertir tampoco vislumbran ideas que puedan ser productivas como para correr el riesgo de invertir?

Cada uno tendrá o no respuestas a las preguntas formuladas. En lo que a mi respecta considero que el futuro de la parapsicología depende de un cambio de rumbo. El camino seguido hasta ahora ha sido productivo para demostrar la existencia de su objeto de estudio, para pulir técnicas de investigación y encontrar algunas variables independientes de baja magnitud, pero no parece serlo para avanzar de aquí en más en el descubrimiento de los factores básicos que determinan los fenómenos.

Debemos continuar con el rigor metodológico, ha costado mucho, pero convendría iniciar nuevas líneas conceptuales de investigación.

Si no aparecen nuevas ideas para crear formas metodológicas para investigar el proceso como se crearon para probar el fenómeno, manteniendo siempre el mismo rigor metodológico acorde con una metodología esencialmente científica y recordando que una cosa es cuando se investiga para justificar una hipótesis y otra cuando se investiga para obtener un nuevo conocimiento que luego como hipótesis claramente definida será sometida a prueba. Si no se avanza en el descubrimiento de nuevas variables que expliquen una mayor proporción de la varianza. Si no se generan teorías nuevas que puedan ser sometidas a prueba, que sean realmente explicativas con el consiguiente poder predictivo y que preferiblemente se vinculen en general con teorías de otras ciencias y en particular con teorías psicológicas, las perspectivas de progreso se verán limitadas. Y si esto ocurre la parapsicología quedaría estancada.

La alternativa de futuro es el cambio y este depende más de la creatividad y de la flexibilidad de pensamiento de los parapsicólogos que del financiamiento o de la conversión de los escépticos a la parapsicología. Aun siendo marginales si se tienen buenas ideas se puede progresar, sin ideas, no habrá progreso, ni siquiera siendo reconocidos, aceptados y con recursos económicos.v

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* Psicólogo. Especializado en psicoestadística y metodología de la investigación. Terapeuta cognitivo-conductual. Profesor de parapsicología en el Instituto Argentino de Parapsicología y el Instituto de Psicología Paranormal.

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* Estos artículos han sido reproducidos con permiso de sus autores cuya gentileza agradecemos.
-El Editor.-

 

 

Artículo II

CONTRA A PARAPSICOLOGIA
Wellington Zangari*

Inter Psi – Grupo de Estudos de Semiótica, Interconectividade e Consciência
Centro de Estudos Peirceanos

Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Semiótica
Pontifícia Universidade Católica de São Paulo*
interpsi@usway.com.br

O título deste artigo pode ter feito muitos(as) dos(as) colegas se arrepiarem. Mas, provavelmente, ao verificarem quem era o autor –um dos fundadores e Diretores da AIPA– tranqüilizaram-se, pensando que deveria se tratar de um jogo de palavras ou que o tema a ser tratado referia-se à posição crítica com que alguns autores tratam a Parapsicologia. Ficarão estes(as) ainda mais admirados(as) ao saberem que, de fato, este artigo tem como objetivo criticar a Parapsicologia, ou talvez seria mais apropriado dizer que tem como objetivo criticar o termo parapsicologia e, com ele, o termo parapsicólogo(a).

Creio que todos estejamos de acordo que a Parapsicologia deva estar dentro das universidades, onde as possibilidades de investigação e ensino são bem maiores do que as dos nossos institutos. Qual seria, portanto, a melhor estratégia para levar a investigação de psi dentro dos centros acadêmicos? Minha experiência como estudioso de fenômenos psi (tanto na preparação de meu Mestrado como, atualmente de meu Doutorado) em duas das maiores universidades brasileiras, a Universidade de São Paulo e a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, leva-me a pensar que a maneira mais simples, rápida e eficaz é a de que a investigação de psi entre na academia, e não a Parapsicologia. Para alguns esta frase pode parecer não ter sentido. Mas aqueles que tiveram a oportunidade de mencionar a palavra "parapsicologia" no meio acadêmico têm a experiência de ver narizes serem torcidos à sua frente. O efeito do preconceito por vezes é tão forte, que é praticamente impossível reverter a posição negativa, ainda que sejam oferecidas todas as informações que faltam ao crítico interlocutor. Por outro lado, quando nos referimos exclusivamente às experiências psi, sem utilizarmos de termos técnicos que já há muito se popularizaram pelo (mal) uso feito pelos religiosos e esotéricos (como telepatia e clarividência), e explicamos que nosso objeto de estudo enquanto pesquisadores são experiências humanas nas quais, aparentemente, estão envolvidos processos ainda não totalmente compreendidos de interação entre os seres humanos e entre estes e o meio, tudo parece ser facilitado. Não é raro, inclusive, que nossos interlocutores digam: "Que interessante! Já aconteceu comigo, uma vez...". No meio não acadêmico, a experiência não é muito diferente, apenas que o preconceito é favorável à Parapsicologia e aos(às) parapsicólogos(as). O público leigo nos vê como semi-deuses, capazes de conhecer seus futuros apenas olhando para seus olhos ou para a palma de suas mãos. Somos confundidos com praticantes das várias modalidades de mancias que pululam em nosso meio. Muitos dos(as) parapsicólogos(as) mais conhecidos e respeitados no Brasil nada têm de cientistas. A força da mídia e da cultura popular é muito maior do que a de todos os(as) parapsicólogos(as) agindo conjuntamente. Apenas um exemplo: em pleno horário nobre da televisão brasileira, durante a novela de maior audiência da maior rede de televisão, uma publicação intitulada "Amuletos e Talismãs" aparece sendo vendida diariamente. O problema é que o narrador "informa" que os tais amuletos e talismãs foram selecionados por um dos "maiores parapsicólogos da Europa"!

Penso que é chegado o momento de discutirmos esta questão seriamente. De fato, a discussão já começou. Na Convenção da PA realizada no Canadá, em 1998, uma seção foi dedicada à discussão deste tema. Por exemplo, o Dr. Stanley Krippner, muito conhecido e respeitado nos meios científicos ibero-americanos, sugeriu para reflexão um termo mais neutro e que possibilita a oportunidade de explicar para nossos interlocutores qual é nosso objeto de estudo: Investigação Psi ou Pesquisa Psi. Quando nos perguntassem qual seria a nossa atividade científica diríamos: "sou um(a) pesquisador(a) de psi. Você sabe o que significa psi? Psi é um termo neutro, utilizado para designar experiências humanas..." Durante a mesma convenção, sugeriu-se, ainda, que cada país, de acordo com as suas peculiaridades culturais, poderia adotar termos próprios, unificados pelo termo comum e universal psi, para designar nosso objeto de estudo. Apesar de não se chegar a um consenso, os membros ficaram de refletir sobre os melhores termos a serem adotados.

Antes mesmo dessa discussão na convenção da PA, temos assistido recentemente à formação de vários institutos, mesmo em universidades, que já parecem refletir a tendência da não utilização do termo parapsicologia. Por exemplo, temos o Cognitive Sciences Lab, dirigido pelo Dr. Edwin May, o Conscioussnes Research Lab, da Universidade de Nevada, que já foi dirigido pelo Dr. Dean Radin. Na América Latina, o Centro de Estudios Integrales, dirigido pelo Dr. Carlos Alvarado e por Nancy Zingrone, o Instituto de Psicología Paranormal, dirigido por Alejandro Parra, o Instituto Mexicano de Psicología Paranormal, dirigido por Ramón Monroig, o Centro de Estudos dos Sonhos, dirigido por Vera Barrionuevo e Tarcísio Pallú, entre outros, e Inter Psi – Instituto de Pesquisas Interdisciplinares das Áreas Fronteiriças da Psicologia, dirigido por Fátima Regina Machado e por Wellington Zangari. Em relação à terminologia relativamente à fenomenologia psi, tem havido preferência na utilização de termos ainda mais neutros, como cognição anômala (para se referir ao que tradicionalmente conhecemos por ESP ou GESP) e ação anômala (ao invés de PK). Assim, penso que já existem elementos empíricos que apontam a tendência aqui expressa.

Já tive a oportunidade de expressar este ponto de vista em uma discussão virtual realizada entre alguns membros da AIPA. Recebi apenas uma posição contrária, posição esta presa a um ideal que reputo como cada vez menos factível: de que a Parapsicologia seja aceita pela comunidade científica através do esforço dos(as) parapsicólogos(as). Posiciono-me contrário a esta posição pelo que já foi exposto e, principalmente, porque nosso tempo é precioso e temos que ocupá-lo com o que de fato torna nosso objeto de estudo melhor compreendido: a investigação. Querer manter, a qualquer custo, o termo "parapsicologia" é sinal de alienação relativamente às transformações mundiais ocorridas no campo e de um certo saudosismo injustificável do período em que o termo podia ser considerado mais neutro do que o é atualmente. Mais do que isso, penso que é retardar ainda mais a entrada de psi no meio acadêmico, o que poderia desenvolver enormemente o conhecimento de psi.

Penso que esta alteração em nada compromete a Parapsicologia como ciência. Deixando de se utilizar o termo parapsicologia nosso trabalho não deixará de empregar o método científico ou de estudar psi. Deixaremos, sim, de ser considerados "marginais" da ciência, representado pelo prefixo para que por tantos anos nós mesmos temos empregado para designar nossa ciência (parapsicologia) e a nós mesmos (parapsicólogos[as]).

Volto a mencionar minha experiência pessoal nas universidades citadas como exemplo das possibilidades que as mudanças aqui propostas podem trazer. Em meu trabalho de Mestrado em Ciências da Religião (PUC-SP) estudei a importância das experiências psi para uma compreensão mais abrangente do fenômeno religioso. Nunca me apresentei como parapsicólogo. Por causa do desconhecimento acadêmico do objeto, fui orientado a escrever um primeiro capítulo sobre o estatuto científico da pesquisa psi. O trabalho foi aceito e adquiri meu título. Pela mesma experiência passou Fátima Regina Machado, que teve como objeto de estudo a utilização da Parapsicologia como instrumento de defesa religiosa por parte de católicos e espíritas no Brasil. Da mesma forma, obteve o grau de Mestre em Ciências da Religião. Atualmente, Fátima e eu estamos terminando nossos doutorados com temas diretamente relacionados a psi, respectivamente: mediunidade e poltergeist, agora nos programas de Psicologia Social do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo e de Comunicação e Semiótica da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Mais do que isso: tive uma bolsa de investigação em meu mestrado e Fátima já tem a sua bolsa de pesquisa para realizar seu doutorado, o que estou também pleiteando no momento. Em quase 20 anos de pesquisa em Parapsicologia esta foi a primeira vez que tivemos recursos para realizar nossas investigações.

Fico a imaginar se ao menos parte dos esforços que realizamos todos em nossos institutos fossem aplicados na obtenção de mestrados e doutorados nas universidades. Provavelmente seríamos inúmeros(as) investigadores(as) a ter introduzido psi na academia, tornado-a mais conhecida e mais aceita nos meios científicos. Uma vez os titulados (Mestres e Doutores) fossem em número significativo, teríamos a possibilidade de criar, com muito mais facilidade, cursos universitários de pós-graduação em Pesquisa Psi. A partir daí abrir-se-ia a possibilidade concreta de que muitos(as) investigadores(as) viessem a ter a oportunidade de ter contato com o tema e pudessem realizar suas pesquisas de psi no ambiente mais adequado.

Por fim, quero lhes solicitar que me enviem suas reflexões a respeito desta questão. Posicionem-se favorável ou desfavoravelmente. Sugiram termos para substituir Parapsicologia, ESP, PK... caso sejam favoráveis à substituição. Escrevam sobre as possíveis repercussões da mudança. De posse destas posições, comprometo-me a preparar um artigo para o próximo número do Boletim da AIPA informando a todos quanto ao estado de arte da discussão.v

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* Coodenador del Inter Psi, Mestre em Ciência da Religião (PUC-SP), Doutorando em Psicologia (USP), Full Member da Parapsychological Association, Fundador e Membro da Junta Diretiva da AIPA. Rua Vicente José de Almeida, 228 - Jardim Cupecê, São Paulo –SP. CEP: 04652-140. Brasil. interpsi@usway.com.br

** Ps: Cerca de um mês depois do texto acima ter sido escrito, o autor apresentou o projeto de criação de um grupo de pesquisas psi no Centro de Estudos Peirceanos, do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Semiótica da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC-SP (Veja detalhes neste Boletim em NOTÍCIAS AIPA). O projeto foi aceito. É importante mencionar que a PUC-SP é a maior e mais importante universidade particular do Brasil e que o Programa de Comunicação e Semiótica, um dos mais produtivos, contando com cerca de 400 alunos em nível de mestrado e doutorado. O autor acredita que parte desta conquista se deve ao fato de o termo "parapsicologia" não ter sido utilizado na proposta nem na discussão do projeto, que baseou-se exclusivamente na pesquisa de "possíveis interações cientificamente ainda não suficientemente exploradas", conforme proposta do artigo.

 

 

Homenaje I

STANLEY KRIPPNER, "O Homen-Rede"
Vera Lúcia Barrionuevo

Junta Directiva AIPA
veralu@sul.com.br

Membro expressivo e pioneiro das mais representativas Associações de profissionais ligados às áreas de interesse humanístico, onde exerce um papel de liderança, o ser humano Stanley Krippner que faz e ensina a fazer amigos, relaciona-se livremente com o parapsicólogo, o psicólogo, o professor, o conferencista e o autor, da mesma forma que o faz sua obra de mais de uma dúzia de livros e centenas de artigos sobre assuntos que se estendem de simples considerações a respeito da ingenuidade natural dos povos indígenas ainda não contaminados pela civilização, até à mais complexa reflexão sobre a consciência do ser humano.

Este cidadão do mundo que cresceu entre as árvores frutíferas de uma granja do Wisconsin, à semelhança da flor-símbolo de seu estado-natal, a violeta silvestre, esconde em sua alma, sob sua aparência de meiguice e fragilidade, a energia e a resistência inquebrantável dos antigos desbravadores -características marcantes de sua personalidade, provavelmente desde os catorze anos de idade, quando sua primeira experiência telepática o conduziu aos primeiros passos da estrada que trilha até hoje: a da investigação científica do potencial da mente humana.

É motivo de orgulho e alegria ser um dos fios componentes da poliglota rede sem fronteiras desse profissional que dedica sua vida à investigação do ser humano. Implícita, apenas, a necessidade e o interesse de partilhar conhecimento e experiências com os recém-adquiridos colegas e amigos que se vão multiplicando à medida que ocorrem suas visitas aos locais onde profere palestras, dá cursos ou inicia uma nova investigação. Segue em frente, sempre abrindo portas, mostrando caminhos aos novos amigos, e os apresentando àqueles que foram, um dia, por ele mesmo, apresentados a outros, que lhe ofereceram além de oportunidades profissionais, novas fontes de conhecimento e pesquisa, depois que souberam reconhecer a sorte na oportunidade de conhecê-lo, de tê-lo como amigo.

Nossos parabéns à sua esposa Lelie, a seus filhos e a seus netinhos, por contribuirem para a felicidade desse ser humano caloroso e otimista, cuja personalidade parece ter as características de equilíbrio e bom senso como nota preponderante.

Cientistas da maior parte dos países europeus, americanos e asiáticos, o encaram com afeto e respeito pelos anos dedicados à ciência e ao espírito. Lêem sua mensagem, assistem a suas palestras, buscam-lhe a opinião isenta de preconcepções, admiram o profissional que conhece e estuda o ser humano, seus relacionamentos e suas experiências, sem submetê-lo a julgamento.

A P.A. decidiu conferir-lhe o Prêmio de Realização Profissional. Mais do que ninguém, ele merece este tipo de reconhecimento. O apelido dado pelos brasileiros que prestamos nossa homenagem ao pesquisador fenomenologista, ao escritor e conferencista, ao humanista Stanley Krippner, demonstra a grande admiração e a profunda amizade que devotamos àquele que conhece.v

 

 

Homenaje II

TRIBUTO A NANCY ZINGRONE
Vera Lúcia Barrionuevo

Tarcísio R. Pallú
Fátima Regina Machado
Wellington Zangari

Foi uma notícia particularmente significativa para todos os membros da Aipa, a nomeação de um de seus Fundadores e membro de sua Junta Diretiva para a residência da Parapsychological Association: Nancy Zingrone.

Nascida em 9 de janeiro de 1951, teve como berço natal, uma pequenina cidade perto de Chicago: Berwyn, Illinois. Seus familiares residem, ainda, em Woodstock; também próxima a Chicago, onde cresceu, estudou e se formou em Artes (1974), em Mundelein College. A curiosidade e o interesse precoces pela pesquisa foram acirrados quando, na juventude, ouvia os relatos de estórias psíquicas de sua família e de muitos(as) amigos(as) que diziam ser portadores de diversas habilidades psíquicas. Devido a suas incursões à Biblioteca Pública de Woodstock, particularmente rica em clássicos do gênero, em especial livros de J.B e Louisa Rhine e J.G. Pratt, incumbiu-se da tarefa de investigar essas experiências.

Tais antecedentes levaram-na, durante a Universidade, a filiar-se à P.A., onde foi apresentada ao psicólogo e parapsicólogo Stanley Krippner, que logo se tornou grande amigo seu. Fez três cursos de Parapsicologia, assunto que a conquistou definitivamente e em que baseou a monografia de conclusão de curso. Nancy declara não ter certeza do motivo pelo qual escolheu esse caminho; na verdade, parece ter sido a Parapsicologia quem a escolheu, já que era seu intuito original transformar-se numa grande escritora, o que a encaminhou, primeiramente, para os cursos de língua inglesa e literatura americana. Aos 21 anos, no entanto, um curso de introdução à Parapsicologia representou um contato mais estreito com o campo. Isso levou-a a mudar sua escolha da cadeira de Literatura para a de Psicologia; e, através desta, seu envolvimento foi ficando cada vez intenso. Seus estudos posteriores abrangeram a Psicologia e a Educação, áreas em que se especializou. Completou o mestrado em Ciência da Educação, na Northern Illinois University. Lá, realizou um experimento em ESP, sem resultados significativos, mas com uma excelente avaliação de seu cético professor.

Após o mestrado, uniu-se a um grupo de amigos e fundou um pequeno Instituto de Pesquisa. Naquela época, começou a administrar cursos de informação em Parapsicologia em diversas instituições de ensino não pertencentes ao campo. Tornou-se editora do Boletim do Instituto e passou a organizar reuniões de pesquisa em sua casa, mensalmente.

Representou seu Instituto, na cerimônia fúnebre de J.B. Rhine, em março de 1980. E em novembro, voltou a Durham, com outros integrantes de seu grupo, para a Conferência em tributo a Rhine. No ano seguinte, compareceu à sua primeira Conferência de Parapsicologia, organizada por Robert Morris.

Sua candidatura ao doutorado foi , naquela ocasião, aprovada para quatro áreas: História da Ciência, História da Medicina, História da Psiquiatria e História Social da Mulher Americana.

Foi na Duke University que realizou o curso de Pós-Graduação em História da Ciência, entre os anos de 1986 e 1992.

Sua primeira grande oportunidade profissional foi o cargo de Assistente de Pesquisa (dezembro, 1982) da então Foundation for Research on the Nature of Men (atual Rhine Research Center) de Durham, NC, oferecido por Ramakrishna Rao, substituto de J.B. Rhine na direção daquela instituição.

Em 1983, seu amigo George Hansen, apresentou-a a Carlos Alvarado, assistente de Pesquisa de Ian Stevenson, na universidade da Virgínia. Aceitou ser sua cicerone, por insistência de seus colegas do Instituto de Parapsicologia, quando Alvarado lá esteve para uma palestra sobre O.B.E., no Summer Study Program. Este foi o princípio do que seria, a partir de 1990, um bem sucedido relacionamento conjugal, pessoal e profissional que só se fortaleceu nestes últimos dez anos.

A despeito dos caminhos diversos trilhados por ambos (por conta de sua formação original), a partir de 1994, ambos passaram a dedicar-se, integralmente, à Parapsicologia.

A psicóloga e historiadora Nancy Zingrone espera terminar seu doutorado associado à catedra Koestler de Parapsicologia, na Universidade de Edinbourgh, Escócia, ainda no primeiro semestre de 2.000. Sua tese tem por título: "From Text to Self: The Interplay of Criticism and Response in the History of Parapsychology". Apóia-se em seu conhecimento de longa data, do campo, e também, em seu treinamento como historiadora, na Duke University. Além disso, está avaliando diversos pontos muito importantes na História da Crítica e a resposta do campo, sob a ótica da Retórica da Ciência e sob o ponto de vista da Psicologia da Ciência. Sua lente direciona-se à maneira pela qual os cientistas elaboram seu senso próprio quando se acham envolvidos numa controvérsia.

Foi editora do "P.A. News", por vários anos. Atualmente, é diretora do Centro de Estudios Integrales e de Puente Publicationes, de Puerto Rico; e, também, diretora de Publicação da Parapsychology Foundation, de New York, onde, atualmente, junto a Carlos Alvarado, trabalha num programa de publicação de diversos livretos, oriundos de artigos da Parapsycology Review, voltados especialmente, à elucidação e formação dos novos pesquisadores, educadores e orientadores em Parapsicologia.

Como Diretora da AIPA, Nancy Zingrone compartilha do interesse de seu marido em fomentar a investigação científica em Parapsicologia na Iberoamérica e em melhorar a educação das pessoas interessadas em dedicar-se ao campo.

Como Presidente eleita da Parapsychological Association, propõe-se, a lutar pelo progresso da Parapsicologia como uma área interdisciplinar. Desagrada-lhe a falta de maiores oportunidades de trabalho em nosso campo, o que atribui , em grande parte, à má vontade dos profissionais de outras áreas, com relação à Parapsicologia.

Encontramos em Nancy Zingrone uma veemente propensão para a defesa da igualdade de direitos entre homens e mulheres. Também por este motivo, tem um papel relevante na pesquisa e na reconstituição do lugar da Mulher na História da Parapsicologia - campo onde o critério e o discernimento que pautam seus pensamentos e atitudes são evidenciados. Referendam a coragem que se distingue em declarações como a que se refere ao direito a ser exercido pelos Parapsicólogos de esperar, por parte da comunidade cética, por trabalhos que apresentem metodologias de elevado padrão e resultados tão aceitáveis quanto exige que lhe sejam apresentados, através de suas críticas.

Alguns dos aspectos de maior interesse em nossa profissão são, a seu ver, o desenvolvimento da área e de seus pesquisadores, através de instrumentos educativos e de publicação; o aprofundamento dos estudos de casos espontâneos e as variáveis psicológicas; bem como a importância que deve ser atribuída ao discernimento na crítica. Acredita na aceitação da Parapsicologia, como ciência-possibilidade que remete, no entanto, a um futuro longínquo. A curto prazo, crê na evolução de um melhor entendimento dos aspectos biológicos, psicológicos e físicos das experiências psíquicas. Da mesma forma, consegue visualizar um grande progresso no setor da Parapsicologia Clínica, mas acha que o centro das investigações será mudado dos Estados Unidos para a Europa ou para a América Latina. Tem uma visão otimista com respeito ao futuro da Parapsicologia Iberoamericana - em fase de franca expansão, a seu ver, com um alto nível de energia e de inteligência, prejudicada apenas, por variados tipos de carência: financeira, de colocações acadêmicas, e de treinamento prático em pesquisa bibliográfica, por falta de contato com a literatura internacional dado o preponderante desconhecimento da língua inglesa.

Muitos momentos de satisfação lhe são proporcionados pelas relações que tem oportunidade de estabelecer com colegas estrangeiros, os quais transforma em amigos, conquistados por sua simpatia contagiante e sua autenticidade explícita. O trabalho lhe propicia contato com fontes de conhecimento e experiências diversas; e é um motivo constante de prazer, pois em sua opinião, existe tanto a ser feito que tudo o que se realiza constitui uma contribuição valiosa.

A presidência da Parapsychological Association é uma grande conquista, através da qual, temos certeza de que Nancy Zingrone continuará levando adiante seus ideais profissionais, abrindo novos caminhos e vencendo os obstáculos que teimam, sempre, em surgir. De nossa parte, fica aqui o reconhecimento e a gratidão pelo trabalho dessa guerreira, por tudo o que já fez e, sabemos, fará ainda, no campo da pesquisa psi. Que unamos esforços e ideais, e trabalhemos juntos -como colegas e aliados(as), no cumprimento de sua jornada: esta é a nossa proposição.

BIBLIOGRAFIA DE CONSULTA

ALVARADO, Carlos. The History of Women in Parapsychology: A Critique of Past Work and Suggestions for Further Research, J.P. 53, set./1989

BARRIONUEVO, V. A Mulher Iberoamericana na Parapsicologia, trabalho apresentado na Mesa Redonda : El Rol de la Mujer em la Actividade parapsicologica latinoamericana, durante o III Encuentro psi 1998, em Buenos Aires, Argentina, nov. de 1998.

BOLETIM INFORMATIVO AIPA, vol. 1, n. 1 (1), pp. 9, agosto de 1997.

BOLETIM INFORMATIVO AIPA, vol. 2, n. 1 (3), pp. 12, agosto de 1998.

BOLETIM INFORMATIVO AIPA, vol. 2, n. 2 (4), pp. 6, dezembro de 1998.

Declarações de Nancy Zingrone em resposta à sua entrevista de nov. de 1999.

PARAPSYCHOLOGICAL ASSOCIATION. P.A. News, , January to March no 1, 1997.

PARAPSYCHOLOGICAL ASSOCIATION. P.A. News, July to September no 3, 1997.

 

 

Correspondencia

CARTA AL EDITOR

Em primeiro lugar, meus parabéns pela realização do III Encuentro Psi, pois é um fórum muito importante para a Parapsicologia Ibero Americana. Gostaria, no entanto, de exercer o meu direito de réplica, no próximo número do Boletim Informativo AIPA, sobre os comentários apresentados acerca do nosso trabalho abordando psicopictografia, na pesquisa realizada com Jacques Andrade: Em nenhum momento utilizamos a palavra médium e sim o termo agente psi –pessoa que eventualmente passa por experiências paranormais, enquanto que médium significa "intermediário", traduzindo conceitos aos quais não nos referimos no trabalho. Os quadros pintados por Jacques Andrade são aparentemente "ao estilo de" diversos artistas brasileiros e estrangeiros, usando no texto: reproduções de e não "inspirados" por espíritos de artistas falecidos; Equívoco maior se observa na afirmação de que usamos "...uma escala (Glasgow), para observar se suas habilidades artísticas são devidas a espíritos desencarnados ou a alguma forma de personalidade múltipla", tendo em vista que inicio o trabalho afirmando que "...decidimos pela criação de uma escala de caracterização, nos moldes da escala de coma de Glasgow e da contagem de índice de Apgar, a qual será aplicada na fase seguinte desta pesquisa" e que, nas conclusões, afirmo que, apesar de ser o fenômeno psicopictográfico facilmente abordado sob o enfoque espírita, "...no presente caso, não nos parece uma hipótese viável...", e sigo demonstrando as razões de tal consideração. Portanto, em nenhum momento afirmamos que na pesquisa com o agente psi Jacques Andrade iríamos observar se suas atividades eram devidas a espíritos e nem tampouco devidas a "alguma forma de personalidade múltipla", se não consideramos o enfoque espírita viável, sequer usamos a expressão "personalidade múltipla" e a escala, que não é a de Glasgow e sim a escala IPPP de caracterização da psicopictografia, será utilizada na próxima fase da referida pesquisa.

No aguardo de suas providências, cordiais saudações.

Isa Wanessa Rocha Lima
Instituto Pernambucano de Pesquisas Psicobiofísicas
wanessa@elogica.com.br

 

 

NOTICIAS AIPA

3 Nancy L. Zingrone y Carlos S. Alvarado se mudaran a New York para finales del ano 2000 para trabajar en la Parapsychology Foundation (PF). Zingrone y Alvarado trabajaran en la Fundación desarrollando proyectos educativos y publicaciones tales como folletos, monografias, y libros de parapsicologia. Tambien trabajaran en la publicacion del International Journal of Parapsychology, la conocida revista de la PF que dejo de publicarse en el 1968. Zingrone es la Editora Ejecutiva de la revista y Alvarado es el Editor Asociado.

3Nancy L. Zingrone fue electa Presidenta de la Parapsychological Association, la asociación profesional de parapsicología más respetada del mundo. Su término comienza en Agosto del 2000, justo después de la convención de la asociación y se extiende a la convención de agosto del 2001. Actualmente Zingrone pertenece a la Junta Directiva de AIPA y es la Directora Ejecutiva de Publicaciones de la Parapsychology Foundation (New York).

3Carlos S. Alvarado, Nancy L. Zingrone y Kathy S. Dalton publicaron recientemente un artículo en una revista de psicología sobre las variables psicológicas que caracterizan a las personas que tienen experiencias fuera del cuerpo (EFC). El estudio uso los datos obtenidos originalmente para un estudio ganzfeld en la Unidad Koestler de Parapsicología (Universidad de Edinburgo). Los participantes consistieron en artistas y músicos/as de la comunidad. No hubo diferencias significativas en las variables de personalidad medidas por el Inventario de Personalidad NEO (version revisada) de las personas con y sin EEC. Las personas con EFC obtuvieron más experiencias parapsicológicas y experiencias de absorción en la vida diaria que las personas sin EFC. El artículo se titula "Out-of-Body Experiences: Alterations of Consciousness and the Five-Factor Model of Personality" (Imagination, Cognition and Personality, 1998-99, 18, 297-317).

3Carlos S. Alvarado publicó un breve informe en el cual encontro evidencia de que las personas que han tenido la experiencia de caminar mientras estaban dormidas (sonambulismo) informan tener mas experiencias parapsicologicas que las personas que nunca han caminado estando dormidas ("Sleepwalking and spontaneous parapsychological experiences." Journal of Parapsychology, 1998, 62, 349-351).

3La revista Jornal de Parapsicología editada por el CLAP-Portugal (Centro Latinoamericano de Parapsicología en Braga, Portugal) acaba de cambiar su nombre a Revista Portuguesa de Parapsicología desde el número de Septiembre/Octubre 1998 (No.51). Su directora, la psicóloga. María Luisa Albuquerque, advierte que "con este número, iniciaremos una nueva etapa encaminada hacia el trabajo que desde hace cinco años nos propusimos. No solo el cambio de formato de 'jornal' a 'revista', sino también avanzaremos en nuevas formas de presentación de nuestros conceptos, con ediciones en CD-ROM y videos. Si esta iniciativa tiene buena acogida entre los lectores, de inmediato abordaremos nuevos temas." Email: albuquerque@mail.telepac.pt

 3Durante los primeros meses de 1999, el Instituto de Psicología Paranormal ha inaugurado un ciclo de talleres de reflexión cuyo tema central serán las experiencias paranormales. Esta actividad es de participación absolutamente libre y gratuita, como parte de la actividades de la Consultoría en Parapsicología Clínica a cargo de Daniel Gómez Montanelli y Alejandro Parra. Estos talleres procuran generar un espacio para todos aquellos quienes hayan vivido experiencias extrasensoriales espontáneas (telepáticas), coincidencias muy significativas («buena o mala suerte»), visualización de luces o campos de energía, sueños paranormales o premonitorios, experiencias extracorpóreas, experiencias cercanas a la muerte, recuerdos de vidas pasadas, casos poltergeists, experiencias místicas; curaciones milagrosas, mediumnidad o canalización, o cualesquiera formas de detección paranormal (radiestesia, psicometría, videncia), estados no ordinarios de conciencia, o casos de posesión espiritual. La dinámica de estos talleres consiste de 6-10 reuniones con grupos pequeños de personas, donde relatan sus experiencias y luego se interpretan desde diferentes posiciones. Al mismo tiempo, se administran tests y cuestionarios de personalidad para correlacionar éstos rasgos de personalidad con las experiencias psi de los participantes.

3La revista argentina Todo es Historia (Vol. 32, No.386, pp. 76-92), dirigida por el prestigioso historiador argentino Félix Luna, ha publicado en su numero de Septiembre 1999, Lo Paranormal en la Argentina, un artículo escrito por Alejandro Parra, el cual revisa los antecedentes de la parapsicología argentina, desde los inicios del espiritismo hasta la moderna parapsicología. El artículo es un completo resúmen, no solo de la parapsicología en nuestro pais, sino también de los más recientes avances de la actividad internacional, con énfasis en informar de estos datos –casi desconocidos– a aquellos estudiosos de la investigación histórica de nuestro pais. Esta publicación ha sido declarada de interés nacional por la Cámara de Diputados de la Nación y de interés municipal por el Concejo Deliberante de la Ciudad de Buenos Aires.

3Alejandro Parra y Jorge Villanueva, del Instituto de Psicología Paranormal, continuan su proyecto de investigación sobre dimensiones de personalidad en ganzfeld. Esta segunda fase, continuación de una ya desarrollada durante el primer semestre del año pasado y presentada en el reciente Tercer Encuentro Psi 1998, está llevando a cabo más estudios y análisis aplicando el mismo protocolo experimental, aunque introduciendo una condición de control (sin ganzfeld) para explorar las diferencias entre ambas condiciones. Además, se evaluarán más características de personalidad, empleando cuestionarios tales como el Eysenck Personality Inventory (EPI) y el Sixteen Personality Factors (16PF). Este nuevo estudio ganzfeld introducirá también un análisis fenomenológico de las sesiones ganzfeld y una medición de la expectativa de éxito del participante del experimento, el tipo y frecuencia de sus experiencias psi anteriores, la cual está relacionada con la "creencia," lo cual posiblemente ejerza fuerza sobre el desempeño ESP en ganzfeld. Por lo general, la tendencia de muchos experimentadores psi de prestar atención a las condiciones psicológicas del participante "receptor" de la información ESP solamente, en forma aislada, desvia el interés por la exploración psicológica del participante "emisor." En consecuencia, esperamos contar contar con la cooperación de todas aquellas personas interesadas en participar de esta segunda parte del proyecto de investigación psi en ganzfeld.

3El doctor Samuel Tarnopolsky, prestigioso médico reumatólogo y autor de numerosas presentaciones sobre curaciones no ortodoxas, está terminando un nuevo libro que tratará su investigación de "El Caso Elvira", una persona que sufrió por varios años una dolorosa necrosis aséptica en una de sus rodillas, logrando la cura casi instantánea luego de un encuentro con un sacerdote católico al que conoció accidentalmente. La importancia del caso, ya comunicado por Tarnopolsky en numerosos conferencias de parapsicolología y también de conferencias de medicina, radica en el carácter estrictamente orgánico e irreversible de la enfermedad, las pruebas objetivas (radiografías y centellogramas) conseguidas y la ausencia de los elementos clásicos intervinientes en este tipo de casos, como son la fe del consultante, el magnetismo propio del curador o los conocidos efectos del contagio colectivo. Si a esto se agrega que la propuesta y el análisis de las posibles hipótesis estuvo a cargo de un equipo de especialistas multidisciplinario (médicos, sacerdotes, psicólogos, sociólogos e incluso psíquicos, entre otros), nos permite abrigar fundadas expectativas en su publicación, que seguramente también colaborará para dinamizar la alicaída lista de libros de autores iberoamericanos que prestigien el tema.

3Está finalizando una extensa investigación llevada a cabo en Buenos Aires para estudiar la influencia mental de las personas sobre el crecimiento de vegetales. Juan Gimeno, miembro del Instituto de Psicología Paranormal y AIPA, junto a Marcelo Di Tullio, llevaron a cabo un trabajo iniciado en Enero de 1998, que consistió en 15 ensayos, 8 de control y 7 en los cuales los sujetos trataron de acelerar el crecimiento de plantitas de centeno. El protocolo seguido fue similar al utilizado por el sacerdote jesuita argentino Enrique Novillo Paulí en los '70, aunque no las hipótesis puestas en juego; los resultados estadísticos confirmaron una diferencia no explicable por causas habituales entre las semillas utilizadas en los experimentos y las utilizadas en los controles. Los autores publicarán su informe el año próximo y esperan así animar a otros, tanto a sumarse a los futuros proyectos que ya están ideando (con modificaciones para mejorar el diseño utilizado) como a realizar réplicas confirmatorias independientes, teniendo en cuenta el bajo presupuesto necesario y la sencillez metodológica, además de haber empleado en todos los casos sólo personas sin capacidades parapsicológicas especiales.

3A equipe de pesquisadores do I.P.P.P. está concluindo as investigações dois "poltergeist", um na Avenida João de Barros, na cidade Recife e outro em Beberibe, na cidade de Olinda. Os dois agentes psi identificados são, respectivamente, uma jovem de 16 e outra de 21 anos. Os locais onde ocorreram os fenômenos ficaram bastantes danificados. O fogo destruiu total e parcialmente alguns móveis das casas onde eles aconteceram. Os resultados das pesquisas serão apresentados oficialmente aos demais membros do I.P.P.P. por ocasião da comemoração do Dia do Parapsicólogo pelo Diretor do Departamento de Pesquisas, Dr. José Renato Barros Silva.

3Wellington Zangari e Fátima Regina Machado, diretores do Inter Psi –Instituto de Pesquisas Interdisciplinares das Áreas Fronteiriças da Psicologia, São Paulo, Brasil, fizeram parte da Comissão de Organização do 3º Seminário de Psicologia e Senso Religioso, realizado nos dias 22 e 23 de outubro de 1999, que foi promovido pelo Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo e pelo Grupo de Trabalho "Psicologia & Religião" da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Psicologia. Wellington Zangari foi, ainda, convidado a participar da Comissão Científica do evento e apresentou um trabalho intitulado "Estudos Psicológicos da Mediunidade: Uma Breve Revisão". O evento contou com a participação especial do reconhecido psicanalista, filósofo e antropólogo Antoine Vergote, Professor Emérito da Universidade Católica de Leuven e fundador dos Centros de Psicologia da Religião de Leuven e Louvain-la-Neuve, Bélgica.

3No dia 30 de novembro de 1999 foi criado o Inter Psi -Grupo de Estudos e de Semiótica, Interconectividade e Consciência: Percepção e Ação Imediatas (Psi), do Centro de Estudos Peirceanos (CEPE), do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Semiótica da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. A proposta foi formulada pelo Membro da Junta Diretiva da AIPA, Wellington Zangari, que será seu coordenador, e aceita tanto pela Coordenadora-Geral do CEPE, Profa. Dra. Lúcia Santaella, quanto pela sua Diretora-Executiva do CEPE, Fátima Regina Machado, que é também Vice-Presidente da AIPA. O objetivo do grupo é estudar, teórica e empiricamente, a possível interconectividade existente entre os processos psíquicos e os físicos prevista teoricamente por Charles Sanders Peirce, em especial, aquela relacionada à aquisição imediata de informações pela consciência (percepção imediata) e pela ação direta da consciência sobre o mundo físico (ação imediata), denominadas, em conjunto de psi. As atividades do grupo se iniciarão no ano 2000, com: reuniões quinzenais dos membros do grupo para o estudo da literatura relacionada à psi e de textos de C.S.Peirce sobre o tema; realização de pesquisas empíricas –de casos espontâneos, clínicas e experimentais– e pesquisas teórico-conceituais de psi; organização de encontros científicos para a discussão de psi; organização de um banco de dados de trabalhos que tratam de psi; construção de um página na Internet sobre psi, com um Fórum de Discussão Virtual Permanente e publicações. O grupo pretende ser um centro de referência acadêmico-científico aos que tenham interesse na pesquisa de psi com elevado rigor crítico e alto calibre científico.

3O CPS (Centro de Pesquisa do Sonho) planeja para este segundo semestre o lancamento de uma revista cujo primeiro numero estaa em fase final de edicao. Deveraa estar em circulacao em final de julho, ou principio de agosto. A proposta inicial ee a de um orgao de divulgacao de nao periodicidade, podendo alcancar uma media de quatro exemplares ao ano. O idealizador do projeto ee o educador e parapsicologo Luiz Henrique Cardoso, que integra o Conselho editorial formado, tambem, por Tarcisio Pallú, Ricardo Eppinger e Vera Lucia arrionuevo. Chama-se "FATOR PSI" e seraa voltada para a divulgacao de artigos de investigacao, de trabalhos de pesquisa, discussao dos resultados e de assuntos ligados direta ou indiretamente aa Parapsicologia, independentemente de preocupacoes filosoficas ou religiosas. Visaraa estimular o debate entre os estudantes e profissionais do campo, preferencialmente em nivel regional e contaraa com uma seccao especifica dedicada a responder e explicar questoes mal interpretadas ou mal compreendidas, alem de outros artigos, ensaios e atee mesmo material traduzido da pesquisa internacional. Maiores esclarecimentos poderao ser obtidos atraves do endereco eletronico: fatorpsi@bbs2.sul.com.brv

 

 

PERFILES (I):
TARCISIO R. PALLU*

¿Cómo se inició usted en el campo de la Parapsicología?

O interesse pela Parapsicologia surgiu em uma conversa, onde o tema veio a tona, e uma observação feita chamou minha atenção: "No Brasil não se leva a sério a Parapsicologia". Era 1984 e decidi que levaria a Parapsicologia a sério, neste mesmo ano descobri que havia um curso específico em Curitiba, estado do Paraná, através de uma reportagem na mídia. No ano seguinte já estava estudando Parapsicologia em um programa de quatro anos da atual Unidade de Ciências Bio-Psíquicas –UNIBIO, das Faculdades Integradas Espírita. Em 1988, ao término do curso, vinculei-me à atividade profissional, inicialmente através do trabalho no Centro Integrado de Orientação em Parapsicologia –CIOP; e, desde 1989, leciono nas disciplinas de Pesquisa e Aconselhamento. Em 1993, tive a oportunidade de cursar o programa de especialização em Parapsicologia no atual Rhine Research Center, Carolina do Norte, que me propiciou a convicção de continuar no caminho que escolhi.

¿Cuáles son sus principales áreas de interés?

Ensino e treinamento tem sido meu objetivo principal na área, o que me permite trabalhar com os novos parapsicólogos e promover o direcionamento profissional da Parapsicologia. Com o conhecimento acumulado pela Parapsicologia é possível direcionar e concretizar a atividade de Orientação e Aconselhamento, a qual venho aprimorando desde 1989. Essa atividade foi implantada na UNIBIO, e objetiva auxiliar pessoas com vivências paranormais. Atualmente, e nesta proposta profissional, meu interesse está voltado ao trabalho com a relação entre os sonhos e a Psi. Considero os estudos de caso espontâneos mais interessantes, desde que associados ao trabalho de pesquisa em laboratório que enfoque as características encontradas nos estudos de casos. Minha visão é a do trabalho em conjunto, sem privilegiar um sobre o outro.

¿Cuáles son los principales problemas que usted ha encontrado a lo largo de su carrera como parapsicólogo?

 A baixa produção científica de suporte ao trabalho de Orientação e Aconselhamento, que enfatize a manifestação da Psi no contexto da cultura brasileira. Isto desacelera a produção de um modelo teórico que sirva de lastro para o reconhecimento da necessidade do trabalho social da Parapsicologia. Uma segunda dificuldade, em especial no Brasil, é a barreira da língua Inglesa, para os estudantes. Este problema empobrece sua atualização e pouco é feito para resolver a questão, mesmo sendo o fato muito discutido pelos veteranos. Por exemplo: no curso em que leciono a dificuldade persiste, mesmo com os alunos cientes desta necessidade, já que não é uma exigência para se formar em Parapsicologia. Por último, um problema mais sério se concretiza com a existência de Parapsicólogos que se colocam num pedestal, e assumem um ar de intangibilidade, dificultando o crescimento dos colegas, e principalmente dos novatos. Tenho me referido a isto como a síndrome do "Estrelato Parapsicológico." Isto pode se manifestar de diversas formas e por motivos vários. A forma mais comum é a omissão ou a fragmentação do conhecimento de modo a impedir o progresso dos novos, o que prejudica a todos. Outra forma é quando o profissional, centrado na própria produção, que considera verdade absoluta, nem se dá ao trabalho de ler o que os colegas estão produzindo, seja para critica ou elogio.

¿Cuáles han sido sus mayores satisfacciones derivadas de su actividad en Parapsicología?

Contribuir para a formação de novos parapsicólogos, e perceber que frutos podem ser colhidos com este trabalho, ao final de cada turma que se forma. Verificar que apesar dos problemas, a Parapsicologia tem conquistando seu espaço. E como resultado desta conquista, saber que a visão de Parapsicologia está mudando no Brasil. A maior satisfação de todas vincula-se a um aspecto que pude verificar no Summer Study Program: a paixão e a vontade dos mestres em ensinar tudo o que sabem, e o respeito aos alunos interessados, principalmente por reconhecerem que estes os substituirão na jornada. A mensagem que recebi foi que aprimorar o treinamento de novos Parapsicólogos é o único caminho que permitirá que a Parapsicologia sobreviva. Não há espaço para brilhar egoisticamente, pois quando o brilho apagar tudo mais se apagará também.

¿Cómo ve el futuro de la Parapsicología en el mundo?

Seu crescimento se dará paulatinamente, a cada conquista que possamos realizar. Isto só se concretiza como fruto de muito trabalho. O progresso, mesmo que lento, é minha perspectiva. Aparentemente, um mundo com o desenvolvimento tecnológico de comunicação, não necessitaria da própria Psi. Porém, a tecnologia apresenta efeitos colaterais como o indivíduo estressado pela velocidade da comunicação e sua localização. O aumento da população trás uma série de problemas sociais, o que coloca o indivíduo em perigo constante. Assim, a utilização da Psi, revestida em outra roupagem, deverá estar presente e continuará a se manifestar, necessitando de profissionais que a estudem para dar respostas num mundo caótico.

¿Cómo es su visión actual de la Parapsicología en Iberoamérica?

A criação da AIPA, como um centro integrador de profissionais do campo, me parece ser uma oportunidade de se produzir um trabalho direcionado às nossas questões culturais. Percebo que, atualmente, há uma aproximação maior entre os parapsicólogos interessados em difundir uma visão isenta de dogmas, muito mais voltada aos aspectos da produção científica. Isto faz com que a Parapsicologia se fortaleça, vindo a refletir um direcionamento próprio, na América Latina.

______________________

* Parapsicólogo, Orientador e Conselheiro em Parapsicologia pela Unidade de Ciências Bio-Psíquicas das Faculdades Integradas Espírita (1988). Professor das disciplinas –Fundamentos da Orientação em Parapsicologia; Estrutura e Ensino Aplicado à Parapsicologia; Supervisor de Estágio de Aconselhamento – para o Curso de Parapsicologia da UNIBIO –FIES. Coordenador do Centro de Treinamento e Centro de Orientação em Parapsicologia da UNIBIO – FIES. Membro profissional do RRC, associado da PA, associado da AIPA.

 

 

PERFILES (II):
DANIEL E. GOMEZ MONTANELLI

¿Cómo se inicio en parapsicología?

Comencé en mi adolescencia a partir de la lectura de los grandes clásicos del Espiritismo, la metapsíquica, y la psychical research. Luego comencé con el estudio de las obras de Rhine, Osis, Haraldsson y Stevenson, y de los latinoamericanos como Fernández, Musso, Guimaraes Andrade, Novillo Paulí, y otros. Siguieron mis viajes a Brasil y mis contactos con el Instituto Brasileiro de Pesquisas Psicobiofísicas, la Facultad de Ciencias Biopsíquicas de Curitiba, Paraná, el Instituto do Cérebro de Campinas y el Pineal-Mind Institute, entre otros. Mi largo contacto con el movimiento espírita, mi formación en psicología transpersonal y mis experiencias en el Spiritual Emergency Network, y el Instituto do Cérebro, me ha permitido tener una experiencia muy rica en el área de diagnóstico diferencial, que hoy por hoy, estoy aplicando en el proyecto de investigación que estamos realizando con Alejandro Parra, gracias a la beca obtenida por la Fundación BIAL.

¿Cuáles son sus principales áreas de interés?

Me interesan los aspectos psicológicos, neurofisiológicos y físicos de la ESP, y la parapsicología clínica. También me interesan los aspectos históricos y epistemológicos de la parapsicología, y los fenómenos relacionados con psi: la memoria extracerebral, las Out-of-body experiences, las experiencias cercanas a la muerte, la trasncomunicación instrumental, y la sanación paranormal.

¿Cuáles son los principales problemas que ha encontrado en el curso de su carrera como parapsicólogo?

Creo que las dificultades que podría señalar son básicamente las mismas que se podrían encontrar en cualquier otro punto de la región. De todos modos, los latinoamericanos estamos acostumbrados a pelear desde el llano. Pasión no nos falta y sabemos que con inteligencia, trabajo e imaginación, aún con nuestros modestos recursos podemos hacer muchas y muy buenas cosas.

¿Cuáles han sido sus mayores satisfacciones dentro de la actividad parapsicológica?

Disfruto mucho de poder investigar en parapsicología, de las reuniones de trabajo en el Instituto de Psicología Paranormal y de mis viajes a Brasil donde también he hecho amigos entrañables. El trabajo con personas (me refiero a la actividad en parapsicología clínica) me dá muchas satisfacciones. Me gusta la literatura parapsicológica y me es muy grato conocer e intercambiar correspondencia con parapsicólogos de otros paises, de quienes aprendo y a quienes admiro. Y también me gusta escribir, enseñar, difundir y participar en congresos sobre el tema.

¿Cómo vé el futuro de la parapsicología?

Cada vez que leo la obra de Rhine tengo la impresión que la parpasicología actual es sólo un capítulo dentro de lo que fue su visión de conjunto. Creo que fue un visionario, y creo que la parapsicología del futuro va a estar cada vez más cerca de su enfoque.

¿Cómo vé la situación actual de la parapsicología en América Latina?

Así como Fernández, Musso, Guimaraes Andrade, Onetto, y Novillo Paulí, entre otros, abrieron el camino de la parapsicología experimental en América Latina, hoy por hoy, tenemos el honor de contar con la experiencia, el apoyo y el estímulo de Carlos S.Alvarado. Y hay también una generación jóven capaz y entusiasta. Creo que esta generación tiene la capacidad y las condiciones intelectuales para hacer mucho más. Pero creo que para que ello sea posible, también es necesario que sea conciente de lo que todavía le falta: más experiencia, formación, modestia, y sobretodo, aprender que los valores de la inteligencia deben estar alineados con los del corazón.

Me preocupa mucho el hecho de que algunos parapsicólogos de América Latina en nombre de la objetividad científica encubran sus sentimientos de intolerancia ideológica. Me preocupa que la creencia religiosa de algunos investigadores sea motivo para relativizar el alcance de sus resultados, cuando esas investigaciones se han guiado por las más estrictas pautas de la metodología científica. Falacia ésta que no se observa en ningun otro ámbito de la ciencia.

Una situación diferente es, como señala Alvarado, cuando la ideología lleva a la distorción de los datos y a defender interpretaciones que violan el modelo utilizado. Esta no sólo es una cuestión metodológica o epistemológica sino también ética.

A mi me parece muy peligroso querer relativizar la conclusión de investigaciones seriamente realizadas apelando a la ideología del investigador –en nombre de una objetividad científica que hoy sabemos que no existe como tal– mientras que la cosmovisión ideológica del que cuestiona queda totalmente dejada de lado. Del otro lado del dedo que acusa hay tres dedos que señalan al acusador.

Las consecuencias que se desprenden de este enfoque me parecen temerarias y riesgosas. ¿Será que quien tenga una creencia religiosa no podrá hacer parapsicología o bien tendrá que abdicar a la misma, a fin de que sus conclusiones queden fuera de toda sospecha? En rigor de la verdad, tampoco podrían hacer parapsicología los materialistas, los escépticos, etc., porque sus ideas también van a influir en la interpretación de los hechos, y tampoco va a haber objetividad científica. Más aún, si de hacer una parapsicología objetiva se trata, Rhine y Pratt (sólo para encabezar la larga lista de investigadores que tienen algún tipo de idea religiosa o trascendente) en virtud de sus manifestaciones sobre la espiritualidad y la religión, y sus relaciones con la parapsicología, deberían ser los primeros en ser cuestionados. Yo me pregunto, ¿no será que estaremos equivocando el camino?

Como Gastón Bachelard, creo que la única posibilidad de hacer más objetivo nuestro conocimiento es a partir del reconocimiento y del análisis de nuestra propia sibjetividad. Creyentes y no-creyentes debemos tener un buen grado de autoanálisis y de autocrítica y ser prudentes en la interpretación de los resultados. No estoy queriendo amparar cualquier tipo de investigación, como ya he dicho anteriormente, pero tampoco se trata de llevar las diferencia ideológicas al plano de la actividad parapsicológica cuando ello no corresponde.

No es mi interés encender una polémica que no nos conducirá a nada. Reitero que no estoy queriendo justificar lo injustificable, lo que si estoy queriendo es defender el derecho que todo hombre tiene de pensar en libertad y en ser respetado por su ideología. Esto quiere decir, a no ser discriminado o cuestionado en sus méritos o en su actividad profesional o científica en virtud de sus creencias personales.

En Argentina, la confrontación entre Fernández y Musso no contribuyó absolutamente a nada. A este respecto la experiencia de los miembros que constituimos el Instituto de Psicología Paranormal es digna de imitar. No obstante provenir de creencias filosóficas o religiosas muy diferentes, nos ha caracterizado el cultivo de la amistad, el respeto y el espíritu de trabajo. Jamás hubo entre nosotros una sola discusión ideológica a ese nivel. Muy por el contrario, muchas veces hemos sido invitados a compartir nuestras opiniones personales. Este es el clima de respeto que yo anhelo para la parapsicología en América Latina.

América Latina es tierra de contrastes: Diferentes razas, culturas, creencias, y religiones. Si no aprendemos a ser tolerantes entre nosotros, a convivir con lo diferente, si quienes ocupan lugares de decisión no hacen una autocrítica al respecto, correremos el riesgo no sólo de empobrecer a la parapsicología sino también de empobrecernos nosotros mismos como seres humanos.

Pido a los colegas de la región que nos unamos en aquello que podemos y sabemos hacer juntos. Somos un movimiento pequeño, apenas naciente. La parapsicología en América Latina precisa de todos los hombres de buena voluntad que estén dispuestos a hacerlo.v

 

 

PERFILES (III):
ISA WANESSA ROCHA LIMA

¿Cómo se inició en Parapsicología?

Fui ao IX Simpósio Pernambucano de Parapsicologia, promovido pelo IPPP, no qual fui sorteada para participar de curso básico em Parapsicologia, realizado pelo mesmo Instituto. Tal curso despertou minha motivação para o estudo de fenômenos tão intrigantes, direcionando-me para fazer o curso de pós-graduação lato sensu em Parapsicologia. Apresentei minha monografia no ano seguinte e fui convidada a fazer parte do corpo docente do IPPP. Fazendo parte de equipe tão atuante na Parapsicologia, logo me engajei em pesquisa e consequente publicação de material nesta área.

¿Cuáles son sus principales áreas de interés?

Em termos de atuação: ensino, pesquisa e redação. Em termos de fenômenos psicocinesia espontânea recorrente (poltergeist).

¿Cuáles son los principales problemas que ha encontrado en el curso de su carrera como parapsicólogo?

Verba para custeio de pesquisas e projetos; preconceito oriundo da confusão com misticismo e religião; falta de respaldo teórico para estudo de alguns fenômenos.

¿Cuáles han sido sus mayores satisfacciones dentro de su actividad en la parapsicología?

Contribuir efetivamente para a desmistificação da Parapsicologia e para com o bem estar das pessoas que, de alguma forma, entram em contato com fenômenos desta natureza.

¿Cómo vé el futuro de la Parapsicología?

De suma importância neste novo milênio, tão contaminado pela necessidade de auto-ajuda, pela qual as pessoas pagam qualquer preço para obter seu bem estar.

¿Cómo ve la situación la de la parapsicología en Iberoamérica?

É com satisfação que verifico o trabalho de profissionais sérios atuando na área e contribuindo efetivamente para seu desenvolvimento. Somos beneficiados por ter maior ocorrência de fenômenos na Iberoamérica, devido à riqueza cultural que lhe é característica, decorrente da multiplicidade de influências introduzidas, trazendo em seu bojo rituais tão ricos e diferenciados, que favorecem, através de sua manifestação, o estudo dos fenômenos parapsicológicos.v

 

 

PERFILES (IV):
NANCY L. ZINGRONE

¿Cómo se inició en Parapsicología?

Siempre he estado interesada en fenómenos parapsicológicos. Mientras estudiaba la Escuela Superior lei muchos de los libros de Rhine y Pratt. Cuando estudiaba en la universidad con el parapsicólogo John Bisaha, él me sugirió que solicitara membresía en la PA y me introdujo a muchas personas importantes tales como Rao y Krippner. A través de mi contacto con Rao obtuve una plaza en el Institute for Parapsychology en Durham, North Carolina.

¿Cuáles son sus principales áreas de interés?

Mis areas de interés son las variables psicológicas, casos espontáneos y la crítica. También me interesa el desarrollo profesional de la parapsicología a través de educación y de las publicaciones.

¿Cuáles son los principales problemas que ha encontrado en el curso de su carrera como parapsicólogo?

Hay dos problemas básicos que he encontrado. Uno es la falta de oportunidades para trabajar en el campo. El otro es la enemistad de otros científicos hacia la parapsicología. Si hubiese menos enemistad, habría más empleo en el campo.

¿Cuáles han sido sus mayores satisfacciones dentro de su actividad en la parapsicología?

Las mayores satisfacciones han sido las interacciones que he tenido con parapsicólogos de diferentes países quienes tienen intereses diferentes. También he recibido gran satisfacción por mi trabajo en el campo. Hay tanto que hacer que todo lo que se hace es una contribución.

¿Cómo vé el futuro de la Parapsicología?

Creo que eventualmente la parapsicología será una ciencia aceptada. Pero esto tomará al menos un siglo. Creo que tendremos progreso en el próximo siglo en entender la psicología de las experiencias psíquicas y los aspectos fisicos y biológicos. También creo que progresaremos mucho en parapsicología clínica y en la educación de los investigadores. También creo que el centro de las investigaciones cambiará de los Estados Unidos a Europa o a América Latina.

¿Como ve la situacion de la parapsicología en Iberoamerica?

Creo que la parapsicología Iberomericana está en una fase de desarrollo. Existe un alto nivel de energía y de inteligencia en AIPA. Lo que hace falta es más dinero, posiciones en el ámbito académico, el entrenamiento para hacer investigación y experiencia en investigación, y más contacto con la literatura internacional. Me siento optimista del futuro de la parapsicología en Iberoamérica. Solo hay que leer Revista Argentina de Psicologia Paranormal, Revista Mexicana de Psicologia Paranormal y el Boletín AIPA para ver cuanto progreso ha ocurrido y cuanto más progreso ocurrirá en el futuro.v

 

 

Temas de Investigación

PRIMEIRO DEBATE INTERNACIONAL DE PARAPSICOLOGIA
[relativo a pesquisa Ganzfeld] através de internet*

Fabio E. Da Silva**
UNIBIO, Paraná, Brasil
facbio@qpnet.com.br

Tendo sido organizado pela Dra. Julie Milton do Departamento de Psicologia da Universidade de Edimburgo, este debate teve como um dos seus objetivos buscar um acordo entre os pesquisadores quanto aos procedimentos padrões na pesquisa Ganzfeld (Gz) e também estabelecer os critérios para inclusão e exclusão de estudos para uma futura meta-análise (MA) voltada para a prova, ou seja, para a replicação dos resultados dos estudos Autoganzfeld conduzidos por Honorton entre 1982 e 1989 no Laboratório de Pesquisas de Princeton (PRL).

A MA conduzida por Julie Milton e Richard Wiseman, que incluiu 30 estudos desde a publicação conjunta de Hyman-Honorton em 1986 e obteve um resultado estatístico geral nulo, foi um dos dois textos que serviram de base inicial para o debate; o outro foi uma atualização dessa mesma MA3, feita por Julie Milton, a qual incluiu estudos recentes.

Esses dois textos serviram de base para os debatedores que, durante 3 semanas (de 2 a 21 de maio de 1999), trocaram entre si 95 mensagens. Esses participantes foram convidados por serem justamente os autores e co-autores dos estudos Gz desde a publicação conjunta de Hyman-Honorton. Também foram convidados aqueles pesquisadores que planejam realizar estudos com essa técnica nos próximos 2 anos. Houve ainda a importante participação de alguns céticos, totalizando assim 41 pessoas.

Visando estimular que as mensagens fossem avaliadas pelos seus conteúdos em si mesmos e não pelo status do seus autores, a identidade das mesmas foi substituída por uma codificação numérica. A identificação nominal foi somente revelada após o final do debate. Uma outra estratégia utilizada foi a filtragem dos conteúdos de algumas mensagens que pudessem conduzir a discussões irracionais. Essa atividade foi realizada por um moderador, o Professor de Filosofia do Rollins College, Flórida, Dr. Hoyt Edge, que negociava com diretamente com os autores as possíveis mudanças nos conteúdos das mesmas.

Esse debate foi também planejado com o objetivo de futura publicação no Journal of Parapsychology, sob a edição especial de Gertrude Schmeidler. Os principais temas abordados no debate foram: (a) Bases e características de um possível procedimento Gz padrão; (b) MA em Parapsicologia - prova x processo; (c) avaliação de possíveis vazamentos sensoriais nos estudos Autoganzfeld do PRL; (d) efeito experimentador -psicológico e parapsicológico; (e) feito do ambiente social; (f) avaliação dos resultados das MA de Julie Milton e Richard Wiseman, se efetivamente indicam a replicabilidade ou não dos estudos Autoganzfeld do PRL; (g) Critérios e possibilidades para exclusão de estudos em amostras heterogêneas; (h) avaliações qualitativas da psi; (h) Comparação da MA de Dean Radin x MA de Julie Milton e Richard Wiseman; (i) Condições e estados psi condutivos.

Apesar de nenhum acordo ter sido alcançado em qualquer dos temas abordados, parece-me que esse debate marcou uma nova fase na relação entre céticos e parapsicólogos e também, permitiu que uma comunidade de pesquisadores que não se encontram freqüentemente, pudessem interagir com suas diferentes idéias sobre essa área tão controversa e promissora, a pesquisa Gz.v

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* Professor do Curso de Parapsicologia da Unidade de Ciências Biopsíquicas, Paraná, Brasil. Professor adjunto responsável pelo Laboratório Ganzfeld da Unidade de Ciências Biopsíquicas. Membro afiliado da AIPA.

** Quero agradecer a Ricardo Eppinger pela indicação que me permitiu participar desse debate. Devido a esse objetivo de futura publicação, a Dra. Julie Milton autorizou-me escrever esse comentário na condição de que os conteúdos do debate não fossem divulgados. Somente o resultado da primeira MA foi comentado visto que já havia sido publicado anteriormente.

 

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