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Asociación iberoamericana de parapsicologia

Boletin 7-8

Vol.4, No.1-2 (7-8), agosto-diciembre 2000

En este número:

 

 

MENSAJE DEL EDITOR

Alejandro ParraEste será el último boletín AIPA a mi cargo debido a un número de actividades que comprometen mi tiempo para esta tarea. No puedo dejar de reconocer la experiencia acumulada que me ha dejado durante estos tres años como editor. Enormes satisfacciones por el intercambio tan productivo de noticias, reportes, inquietudes comunes, y deseos de participar que algunos han demostrado hacia este medio de comunicación. También –a modo de agradecimiento–, la confianza que la Junta Directiva de AIPA ha depositado en mi compromiso con este boletín.

Como parapsicólogo, no necesito repetir el número de obstáculos que tenemos los iberoamericanos en nuestro camino: charlatanismo, sensacionalismo en TV, radio y prensa escrita, fraude y engaño, indiferencia o rechazo por parte de los académicos, los gobiernos y las fundaciones filantrópicas por nuestros proyectos de investigación, rechazo de nuestros manuscritos en editoriales prestigiosas, y nuestros intentos por instalar cursos, cátedras, posgrados o seminarios de parapsicología, psicología paranormal, psicología anómala, estudios de la conciencia, investigación psi (o el nombre que deseemos adoptar!) es una moneda corriente para nosotros.

Con todo, subsiste una paradójica intencionalidad hacia nuestra labor. Por un lado, uno puede percibir la enorme apertura, interés, e incluso curiosidad, que despierta por parte de un gran cuerpo de científicos, psicólogos clínicos, educadores, y académicos en general, por el modelo teórico implícito que propone la parapsicología. Por otro lado, en contraposición a tal interés, aún subyacen los mismos prejuicios, rechazos y rigideces que experimentaron los pioneros de la investigación psíquica de principios de siglo. Las respuestas negativas aumentan en forma alarmante toda vez que intentamos desarrollar nuestro campo fuera del terreno estrictamente parapsicológico, bajo el argumento de que "sus resultados son insuficientes para sostener la existencia de psi," "su relación con el charlatanismo desprestigia nuestra institución," o "la existencia de psi socava o atenta contra nuestra visión de la realidad."

Creo que es hora de demostrar que el único modo de cambiar esta situación es fortaleciendo el campo de la investigación y publicando el resultado de nuestros hallazgos. El objetivo: Educar al soberano. Quizá sea éste un futuro promisorio para la parapsicología en Iberomérica, si deseamos forjar alianzas con los representantes de las ciencias sociales, donde la parapsicología podría estar inserta.

Personalmente, creo que existen muy buenas iniciativas en Iberomérica hacia este movimiento, en Argentina, Brasil y México. El fin de esta década, que ya se inició, debe ser crucial para el próximo paso. "Des-sectarizarnos" a nosotros mismos de nuestra auto-reclusión en asociaciones, institutos y otros foros podría ser de enorme estímulo y una oportunidad de aprendizaje. Nos permitiría transferir nuestros conocimientos hacia ámbitos que literalmente ignoran el estado de situación de nuestra disciplina. Quienes saben algo, carecen de mayor información que los estudios rhineanos de los años treinta, lo que pueden ver en documentales que emite la TV, o los experimentos secretos que practican algunos gobiernos. Otros asumen que la parapsicología desembarcó como una "prueba" contra el materialismo, con su consecuente empleo pseudo-ideológico, planteado categóricamente por algunas personas o grupos en todas partes.

Tenemos una enorme responsabilidad para el futuro, y para futuras generaciones de parapsicólogos de nuestra región. Conquistar nuevos territorios es una meta que debemos fijarnos prontamente. Asi como un padre prepara el futuro de sus hijos, nosotros también debemosÏeeucar a nuestras Iróximas generaciones. Creo que los _arapsicólogos en América Latina no nos hemos caraterizado –precisamente– por nuestra fertilidad...

Espero que los miembros de la Asociaci.n Iberoamericana de Parapsicología sostengan esta meta, entre otras, en favor del desarrollo de la parapsicología como ciencia.v

ALEJANDRO PARRA
Editor Boletín AIPA
rapp@ga.net

 

 

Artículo I

PARAPSICOLOGIA E CAOS: UMA INTRODUÇÃO
Luiz Henri.ue Cardoso*
henrique.cardoso@avalon.sul.com.br

Luiz Henri.ue CardosoA Parapsicologia como ciência tem se desenvolvido de forma progressiva desde que, em 1882, foi criada a Society for Psychical Research (SPR) em Londres. Desde esta data a ciência, e o mundo em geral, sofreu diversas modificações.

Particularmente na Física, os desenvolvimentos resultaram em mudanças significativas em nossa visão de mundo. Com o advento da Relatividade Geral e da Física Quântica uma forma nova de abordar os fenômenos físicos foi introduzida na ciência.

Na década de 60 o meteorologista Edward Lorenz desenvolveu e publicou suas idéias sobre fluxos deterministas não periódicos, que somente muito tempo depois foi descoberta por cientistas e matemáticos, tornando-se hoje conhecida como Teoria do Caos. O termo caos foi cunhado por Tien-Yien Li e James Yorke, em 1975, para demonstrar como as irregularidades e oscilações caóticas dos fenômenos complexos podiam ser compreendidos no contexto de um modelo lógico simples, mesmo quando o modelo não era sofisticado o suficiente para permitir previsões numéricas precisas.

De que caos estamos falando?

A palavra "caos" está associada a vários significados. Quando se ouve falar em caos é comum relacioná-lo a uma desordem generalizada ou mesmo a uma grande confusão. Este tipo de caos está diretamente relacionado ao grande número de graus de liberdade existentes em um determinado sistema. Assim, as possibilidades de interferência em um sistema dado são tantas que torna-se impossível o seu controle, instalando-se assim, o "caos."

Aqui refiro-me ao caos determinístico, isto é, relativo a sistemas que aparentemente se comportam aleatoriamente, embora sejam determinados por leis muito precisas. O caos determinístico, que está relacionado ao funcionamento dos sistemas dinâmicos, é caracterizado basicamente pela dependência sensível às condições iniciais e consequentemente à revalorização das pequenas causas.

Em contraposição ao caos tradicional onde somente muitos graus de liberdade podem levar a desordem generalizada, o caos determinístico pode ser observado já a partir de três graus de liberdade (Fiedler-Ferrara & Prado, 1994; Schuster, 1995). O "determinístico" neste caso não se refere a possibilidade de se conhecer com precisão o estado de um sistema ao longo do tempo, mas sim ao fato de ele ser regido por leis precisas.

Edward N. Lorenz (1996), explica uma seqüência determinística como sendo aquela: "... na qual apenas uma coisa pode acontecer em seguida; isto é, sua evolução é governada por leis precisas. Logo, a aleatoriedade, no sentido mais amplo, pode ser identificada com ausência de determinismo. Este é o tipo de aleatoriedade que pretendo expressar quando descrevo o caos como algo que parece aleatório" (p. 20).

A expressão "parece aleatório" utilizada por Lorenz se deve ao fato de existir um outro tipo de ordem - não-linear - que foi descrita por David Bohm (1992, p. 160) como sendo a observação das "diferentes similaridades entre as diferenças," como por exemplo, em uma pintura, onde não é possível prever uma parte a partir de outra, embora a pintura seja altamente ordenada.

Edgar Morin (1995) utiliza como exemplo um tapete: "Consideremos uma tapeçaria contemporânea. Comporta fios de linho, de seda, de algodão, de lã, com cores variadas. Para conhecer esta tapeçaria, seria interessante conhecer as leis e os princípios respeitantes a cada um destes tipos de fio. No entanto, a soma dos conhecimentos sobre cada um destes tipos de fio que entram na tapeçaria é insuficiente, não apenas para conhecer esta realidade nova que é o tecido, (quer dizer as qualidades e as propriedades próprias para esta textura) mas, além disso, é incapaz de nos ajudar a conhecer a sua forma e a sua configuração" (p. 123).

Quando olhamos apenas a característica individual da cada fio (cor, textura, etc) não observamos as suas relações e o que eles formam, isto é, o tapete em si (desenhos, tamanho, etc). Ao mesmo tempo, quando observamos o tapete em sua totalidade, não observamos a ordem em que os fios foram tecidos. Nestes dois casos, observando a imagem de um tapete, ou mesmo de uma pintura, não raramente podemos imaginar que o processo de criação parece aleatório.

Lorenz descreve o caos como: "... um comportamento que é determinístico, ou quase, caso ocorra em um sistema tangível possuindo uma pequena quantidade de aleatoriedade, mas que não aparenta ser determinístico. Isso quer dizer que o estado presente determina completamente, ou quase completamente, o futuro, sem parecer fazê-lo" (1996, p. 21).

Mas então por que o sistema não pode ser previsto em sua evolução? A resposta a esta questão é que o sistema é sensível às condições iniciais. Modificações ocorridas no início do processo, e mesmo durante a sua evolução no tempo, ocasionam mudanças que não podem ser previstas inicialmente.

Paralelamente, o caos tem sido utilizado como sinônimo de não-linearidade. Em um sistema linear, qualquer alteração em uma determinada variável, provocará um mudança proporcional nos instantes subsequentes, isto é, se uma variável for alterada em, por exemplo, três vezes, a mesma mudança ocorrerá nos instantes seguintes. Desta forma a evolução do sistema no tempo segue uma linha reta, se colocada em um gráfico.

Em um sistema não-linear não ocorre desta forma. Uma alteração em uma determinada variável do sistema de, por exemplo, duas vezes poderá provocar, nos instantes seguintes, modificações de uma ou de três vezes. No entanto, é bom lembrar que embora o caos produza não-linearidade, a não-linearidade nem sempre produz caos.

Atualmente a teoria do caos vem sendo aplicada nas mais diversas áreas como a biologia, medicina, antropologia, meteorologia, economia e agricultura entre outras (Gleick, 1990; Lewin, 1994). Na Parapsicologia os princípios da teoria do caos podem oferecer uma nova forma de abordagem mais abrangente e não-linear não só na possível explicação do funcionamento dos fenômenos como ESP e PK mas também na metodologia da pesquisa. Para isto é necessário conhecer algumas características dos sistemas físicos.

Os sistemas físicos

Na física existem três tipos de sistemas: isolado, fechado e aberto. O sistema isolado, como o próprio nome indica, está isolado do meio ambiente, não trocando energia e nem matéria com ele. Uma máquina de moto contínuo é o exemplo ideal disto. O sistema fechado troca energia, mas não matéria. Um sistema fechado é algo firmemente controlado, como uma máquina a vapor, onde as variáveis são poucas, os parâmetros prefixados e a previsibilidade alta. O sistema aberto troca ambos, energia e matéria, rejuvenescendo por meio destas trocas. Os sistemas abertos literalmente "alimentam o fluxo", utilizando este fluxo como a substância para o seu contínuo vir a ser.

O contraste é evidente entre (a) o sistema altamente controlado –fechado– onde os parâmetros externos formam interações para um fim predeterminado de eficiência, e (b) o sistema flutuante –aberto– onde as perturbações abastecem o sistemas com os meios para as transformações internas; os fins são literalmente integrados aos meios. Um exemplo disto é o funcionamento do cérebro. A condição de existência da atividade cerebral normal é o caos. Quando o cérebro apresenta alguma enfermidade, os fluxos elétricos tornam-se mais regulares. É de particular interesse o sistema fechado e o sistema aberto. Comparo o sistema fechado com a visão clássica da ciência e o sistema aberto com a visão pós-moderna da ciência. O termo pós-moderno aqui é utilizado significando uma mudança na forma de pensar e "olhar" o mundo. Esta visão, em oposição ao modernismo, baseia-se no acaso, na relatividade, flexibilidade, indeterminação e criatividade.

A visão clássica da ciência como sistema fechado

Nesta visão determinista –sistema fechado– não existe uma diferença entre o passado e o futuro. Os processos são reversíveis, pois os dois são intrínsecos ao presente, uma vez que através da observação do estado presente podemos reconstituir o passado. Assim, não existe, nesta visão, um lugar para a história, o novo e principalmente para a criatividade. Esta visão de mundo teve seu impulso no século XVII e suas conseqüências predominam, em maior ou menor grau, até nossos dias.

Com o desenvolvimento desta visão da ciência, a confiança na noção de que a matéria era governada por uma série de leis determinísticas relativamente simples que eram absolutas e aplicáveis a todos os objetos materiais, também aumentou. Nessa visão todo objeto material seria causalmente determinado pelo seu estado precedente, e todo movimento de um objeto material poderia ser descrito por leis precisas. Essa visão de mundo foi tão bem sucedida que o físico Laplace afirmou poder prever o estado do mundo material, em algum período no futuro, contanto que ele tivesse a descrição completa do estado presente do mundo material e conhecesse as leis que governavam o movimento da matéria. O mundo então, seria uma máquina totalmente previsível, determinável, e material. Sendo somente átomos em movimento com leis descrevendo-os de forma adequada pela ciência, permitia ao cientista aplicar estas leis ao mundo.

Na visão do século XVII, portanto, a realidade era descrita em termos de átomos em movimento dentro do espaço e do tempo absolutos. A esta visão denominou-se atomismo, que afirma ser cada átomo (ou unidade) separado e independente em si mesmo, sem nenhum relacionamento interno com outros átomos. A função das leis científicas é descrever como e sob quais circunstâncias os átomos se relacionam entre si, e consequentemente o procedimento fundamental na ciência é compreender os átomos como blocos de construção. A lei nesta forma de ciência é "dividir e dominar." Entender as pequenas partes para compreender o todo. O que se quer dizer com isso é que todo conhecimento é obtido em torno do princípio do bloco básico, de forma a compreender qualquer coisa a partir dele. Está implícito nesse processo a noção de que o conhecimento pode ser reduzido às leis básicas que descrevem os inter-relacionamentos entre os blocos de construção. Este reducionismo foi um convite a simplicidade, que descreve todas as ações no mundo.

Sem dúvida esta forma de pensar trouxe uma grande contribuição ao progresso do saber como o controle da energia nuclear e a engenharia genética. No entanto, este desenvolvimento científico trouxe também a má utilização destes mesmos avanços tecnológicos como por exemplo, a bomba atômica e a excessiva especialização na medicina.

Esta forma de abordar o mundo alijou do processo o observador em favor do observado. O homem, para a ciência, já não existia como fator relevante à experimentação. O método científico dissociou o sujeito do objeto, tornando a ciência estática e sem vida.

A crença no universo como uma máquina determinista que poderia ser conhecida e controlada predominou durante muito tempo. Na medida em que admite apenas uma resposta possível a cada pergunta, o mundo poderia ser controlado e organizado racionalmente bastando apenas observá-lo e representá-lo de forma correta. O ponto focal era a crença no progresso "linear," nas verdades absolutas e no planejamento racional por meio de condições padronizadas de conhecimento e de produção. O resultado foi o positivismo, o tecnocentrismo e o racionalismo. Claramente, este modelo é extremamente racional e analítico, na medida em que tenta reduzir o todo à soma das partes, de uma forma linear. Em suma, é um modelo auto-afirmativo, que fomenta a expansão por meio da competição, na tentativa de obter uma maior quantidade de conhecimento e poder exercer o seu domínio sobre os outros.

Atualmente as ciências começam a se abrir a outras possibilidades que possam fornecer formas diferentes de se "olhar" o mundo, como a aleatoriedade, a evolução no tempo dos sistemas dinâmicos e, principalmente, a auto-organização. Assim, uma mudança nos conceitos se faz necessária. De processos reversíveis deterministas para processos irreversíveis e indeterminados, uma visão aberta.

A visão pós-moderna da ciência como sistema aberto

Embora o termo "pós-moderno" se firmasse após a metade dos anos 70 "quando afirmações sobre a existência desse fenômeno social e cultural tão heterogêneo começaram a ganhar força no interior e entre algumas disciplinas acadêmicas e áreas culturais, na filosofia, na arquitetura, nos estudos sobre o cinema e em assuntos literários" (Connor, 1996), ao longo do século XX uma nova visão do mundo foi sendo construída também na área da física.

Como escreveu Werner Heisenberg (1987, p. 7-8): "As conseqüências a que a moderna física atômica deu lugar (...) alteraram em muitos lugares deste planeta a visão do mundo que o século XIX nos legou. Elas forçam uma mudança na maneira de pensar e, portanto, interessam a um círculo maior de pessoas." Esta mudança se refere ao advento da teoria da relatividade geral proposta por Einstein e o desenvolvimento da física quântica. A primeira se relaciona às grandes distâncias –ao infinitamente grande– enquanto a segunda ao espaço microscópico, ao infinitamente pequeno.

No estudo da física quântica descobriu-se que o próton e o nêutron não eram tão simples como o elétron. Através de colisões de alta energia, descobriu-se um número muito grande de novas partículas. O modelo de átomo simples, da física clássica, havia morrido.

A física clássica colocava o experimentador apenas como um observador externo ao processo. Ele não influenciava o fenômeno observado. Assim, as leis da física Newtoniana aplicavam-se a todo o Universo de forma homogênea.

Por meio da teoria da relatividade geral o observador foi reintroduzido ao processo. Há portanto, a necessidade de se informar qual o referencial utilizado quando de uma determinada descrição de um evento observado.

A crença em um mundo como sendo um simples quebra cabeças a ser resolvido, isto é uma máquina com leis precisas de funcionamento a ser desvendada está, lentamente, sendo abandonada. A suposição de que existem diferentes maneiras de se representar a natureza começa a tomar forma por meio da visão pós-moderna da ciência.

A abordagem pós-moderna da ciência envolve o paradoxo, a não-linearidade, a complexidade. Neste contexto, os fenômenos são alterados quando estudados. O pesquisador se envolve e interpreta os fenômenos a ele submetidos. Ele participa criticamente na obtenção de informação. Os cientistas pós-modernos aceitam o valor da ciência, mas ao mesmo tempo, entendem que ela produz e reflete valores implícitos e explícitos, especialmente quando suas conclusões baseiam as explicações.

Com base nesta visão as atividades humanas mal podem ser medidas, quanto mais serem previstas e controladas.

A observação do cientista é muito mais complexa do que a visão simplista da física Newtoniana fazia supor. Esta visão complexa, no entanto, não significa que ela seja, mais difícil e complicada. Existem muitas formas de se definir a complexidade dentro da física, mas aqui eu a relaciono ao tamanho da descrição, isto é, quanto mais extensa a descrição de um evento, tanto mais complexo ele será. Assim, a teoria do caos é utilizada como uma das bases do estudo da complexidade.

Neste contexto Edgar Morin tem desenvolvido um intenso trabalho de fundamentação da Complexidade, envolvendo aspectos como o paradoxo e a incerteza, na tentativa de recriar a visão do mundo. O estudo da Complexidade tem como um de seus fundamentos a teoria do caos. Assim, segundo Morin (1996), faz-se necessário que a ciência se questione em relação a suas estruturas ideológicas e sua base sócio-cultural na tentativa de conhecer "como e em que condições culturais as idéias se agrupam, se encadeiam, se ajustam, constituem sistemas e se auto-regulam, se autodefendem, se automultiplicam, se autopropagam" (p. 26). É necessário um esforço no sentido de que a ciência seja capaz de se auto-interrogar.

Em muitas áreas a ciência começa a se deparar com a aleatoriedade e o paradoxo. O que antes era descartado como uma variável "desprezível" começa a ser reavaliado como fator fundamental no processo de funcionamento de diversos sistemas. O observador, sendo uma destas variáveis, não pode mais ser alijado do processo de observação, isto é, ele não é neutro como qualquer pesquisador razoavelmente informado deve saber. Isto exige que "o sujeito se reintroduza de forma autocrítica e auto-reflexiva em seu conhecimento dos objetos" (Morin, 1996, p.30). Assim, o conhecimento deve propiciar a reflexão e a discussão por todas as pessoas, respeitando-se o saber de cada um, sua experiência, isto é, sua história de vida.

Considerações Finais

De acordo com Ilya Prigogine (1991) uma das habilidades mais refinadas no Ocidente é o processo de dissecar, de reduzir os problemas a componentes simples. Ele afirma que o conhecimento produzido pela ciência mecânica e reducionista nos levou a modelos e teorias que se tornaram pragmáticas. A teoria de sistemas caóticos oferece uma nova abordagem de orientação ao processo, em contrapartida às abordagens de orientação ao objeto, da visão clássica.

A análise de sistemas caóticos está se tornando um método importante de pesquisas nas ciências biológicas e do comportamento. A metodologia do caos transferiu a ênfase nas relações de causa e efeito para abordagens que enfatizam a importância de definição de padrões, formas, organização, e as qualidades adaptativas dos processos complexos. A análise de sistemas caóticos nos fornece uma maneira rica para descrevermos o mundo e seus fenômenos. Qualquer pesquisa científica é uma narrativa que pode fornecer informações úteis para o nosso entendimento do mundo. A análise de sistemas caóticos é uma maneira de fornecer novos valores para descrever os fenômenos parapsicológicos.

Baseado nisto uma metodologia para a pesquisa da Parapsicologia deveria se apoiar no que Edgar Morin (1989, p.13) chamou de "Método da Complexidade." Este método não busca nem a certeza, nem a verdade única. É a "busca de um modo de pensamento capaz de respeitar a multidimensionalidade, a riqueza, o mistério real; e saber que as determinações –cerebral, cultural, social, histórica– que se impõem a todo o pensamento co-determinam sempre o objeto de conhecimento" (Morin, 1989, p.14). Neste modelo de investigação científica inclui a capacidade de auto-análise da ciência, na tentativa de permitir a transformação das estruturas de pensamento.

Dadas as características multidisciplinares do estudo da Parapsicologia, esta seria uma nova abordagem a ser considerada.v

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*Mestre em Educação pela Universidade Federal do Paraná. Membro afiliado da Parapsychological Association, membro associado da Associação Ibero-Americana de Parapsicologia, membro associado da Society for Psychical Research e membro da American Society for Psychical Research.

 

 

Foro de Discusión

LOS MEDIOS DE COMUNICACIÓN EN LA DIVULGACIÓN DE LA PARAPSICOLOGÍA EN AMÉRICA LATINA
Editado por Alejandro Parra

Comité de Publicaciones,
Asociación Iberoamericana de Parapsicología

Continuando con la publicación de estos foros de discusión sobre los problemas de la parapsicología en nuestra región, en calidad de Editor del Boletín AIPA, reproducimos la opinión de dos investigadores psi (Fátima R. Machado y Alejandro Parra) sobre la situación actual de la parapsicología. El periodista Alejandro Agostinelli no es miembro de AIPA, no obstante su participación en la mesa como productor de TV y crítico en parapsicología es bienvenida.

Estos breves artículos fueron originalmente publicados en las Actas del Tercer Encuentro Psi 1998: Conciencia y Psi como Frontera de Exploración Científica que se celebró en Buenos Aires (13-15 de Noviembre), Argentina. Por razones de espacio eliminamos las referencias.

 

ALEJANDRO AGOSTINELLI*
Buenos Aires, Argentina
Alagosti@perfil.com.ar

Los periodistas tenemos fama de ser arbitrarios y tendenciosos al seleccionar el modo en que solemos presentar la información. Esta es una acusación difícil de contestar, sobre todo porque muchas veces tienen razón. Pero, en general, somos nosotros los que hacemos las preguntas difíciles, lo cual, con el tiempo, nos convierte en "elementos perturbadores." Esta es una circunstancia que se agudiza cuando debemos indagar la actividad de grupos cuyo objeto de interés es particularmente polémico.

 
Alejandro Agostinelli   Fátima R. Machado

Por eso, en primer lugar, quiero agradecer a Alejandro Parra su amable invitación a participar de un encuentro donde los periodistas críticos, por las características controvertidas de los temas que se discuten, suelen ser ahuyentados. Más de una vez, en nuestro país, quise participar de congresos sobre temas paranormales o ufológicos donde también he sido invitado... pero a retirarme.

Por eso estoy contento de estar aquí, especialmente porque en mi currículum cargo con el agravante de haber sido uno de los fundadores de una organización dedicada a la desmitificación de las falsas ciencias. Estos antecedentes me ponen en un compromiso del que me voy a librar con toda la diplomacia y franqueza posible.

Si me lo permiten, voy a ir directamente al punto. Entre los parapsicólogos argentinos, con relación a mi oficio y al firme escepticismo que muchos profesamos a la hora de evaluar las evidencias de presuntos fenómenos paranormales, circulan tres lugares comunes que me gustaría analizar.

  1. Los medios de difusión no se ocupan de la "verdadera" investigación parapsicológica, y no se toman el trabajo de separar al parapsicólogo que investiga del vidente, mentalista o afines.

  2. La exagerada difusión de las patrañas, vaticinios fallidos, o ejercicios ilegales de ciertos charlatanes atenta contra el reconocimiento de la parapsicología como materia de estudio en los claustros académicos.

  3. Los escépticos reclaman evidencias que estén dentro de las reglas del juego que propone el método científico, pero no se dan cuenta de que probablemente hay que ampliar las fronteras de la ciencia para comprender la naturaleza de los fenómenos paranormales.

Los dos primeros enunciados conciernen a mi profesión en forma clara y directa. Obviamente, es imposible agotar el tema en tan poco tiempo. Por eso me limitaré a abordar los puntos que considero más interesantes.

 

"SEPARAR TRIGO DE CIZAÑA"

¿Por qué los medios no difunden las investigaciones experimentales que se realizan en parapsicología? ¿Se debe a la confusión que siembran los propios medios, cuando (por ignorancia, mala intención o "pereza" mental) no hacen el menor esfuerzo por distinguir al investigador del vidente o, dicho más asépticamente, del "profesional" que asegura ejercer los "poderes" que otros tratan de investigar científicamente?

Me consta que dentro de este campo existe mucha gente de buen corazón y excelentes intenciones. Es más, estoy casi seguro de que la inmensa mayoría de los presentes están sinceramente convencidos de que las evidencias sobre la existencia de fenómenos paranormales son indiscutibles. Tan seguro estoy de que las cosas son así que me atrevo a anticipar que casi no estarán de acuerdo conmigo. Pero como se me ha dicho que éste es un público tolerante, conciente de que no hay que desaprovechar la ocasión de conocer la opinión de un disidente, también sé que estarán dispuestos a escucharme, aunque piensen que todavía no me convencí porque no conozco el tema.

La pregunta, entonces, es la siguiente: Si existe "otra" parapsicología que pide no ser confundida a causa del mal uso que se le ha dado al (por otra parte inexistente en términos de reconocimiento académico) título de "parapsicólogo", ¿por qué la parapsicología con orientación científica no tiene prensa?

La respuesta a este interrogante se encuentra, me parece, en la misma falta de capacidad de los parapsicólogos en definir la naturaleza de su objeto de estudio. ¿Qué es el "psi", ese fenómeno tan elusivo y evasivo que parece manifestarse pero nunca deja tras de sí suficiente evidencia experimental? Raramente se oyen definiciones que no se muerdan la cola: para muchos, el "psi" ha dejado de ser una presunción para convertirse en certidumbre dogmática, en cosa de fe, y creo que esto le quita seriedad a un campo donde trabaja mucha gente inteligente que todavía puede soprender con algún hallazgo relevante incluso cuando investigan por fuera de las estructuras académicas.

Hay definiciones sobre el quehacer de los parapsicólogos que, sin embargo, tienden a cierta neutralidad metodológica. El doctor Robert L.Morris, del Departamento de Psicología de la Cátedra Koestler de la Universidad de Edimburgo, la define como "el estudio de los medios de comunicación aparentemente nuevos, o intercambio de influencia, entre organismos y ambiente" (Morris, 1993). El problema de este tipo de definiciones es que se apropia de fenómenos que son activamente estudiados por la psicología cognitiva, la neurofisiología, la etología, y otras disciplinas científicas legitimadas. Es decir, la parapsicología no es necesaria para que alguien se ocupe de ellos.

En otro orden hay que colocar a la confusión entre vidente e investigador, casi la misma diferencia que sufren los ufólogos "objetivos y científicos" cuando se los iguala con otros divulgadores, charlatanes o con los contactados que esperan el cumplimiento de las profecías para huir en la "nave del fin del mundo." ¿Cómo seleccionan los periodistas las noticias que, para ellos, merecen ser difundidas? Un hecho es noticia cuando sobrepasa cierto nivel de interés bastante subjetivo llamado "umbral de noticiabilidad". Los medios "serios" (por así llamarlos) eligen estos acontecimientos porque son importantes, el contraste de dos o más fuentes confirman su veracidad y sus consecuencias afectan a un número considerable de personas. Los medios sensacionalistas, en cambio, los eligen simplemente porque son recortes de la realidad social –emocionalmente impactantes– que ayudan a vender más ejemplares.

Los asi llamados "videntes", "mentalistas," o simplemente charlatanes psíquicos, en general, suelen facilitar el trabajo de los dos estilos de periodismo. Para el periodismo llamado "serio," incluso, tiene un valor agregado, porque si se captura por cámara oculta las actividades en el consultorio de un charlatán o si se descubre que una asociación parapsicológica imprime falsos certificados, estos hechos no sólo se convierten en noticias vinculadas con personajes curiosos cuyas fuentes son relativamente sencillas de contrastar, sino que además garantizan ese "toque de morbosidad" que fascina al público amante de lo oculto. Estos son meros ejemplos sobre cómo, indistintamente, medios "serios" y "amarillistas" construyen de una manera sesgada la realidad que intentan reflejar.

 

"SANTOS POR PECADORES"

Algunas de las reflexiones anteriores también tratan de responder al segundo enunciado, según el cual la "parapsicología seria" no es reconocida porque la infatigable actividad de los charlatanes recibe excesiva publicidad negativa. Estos, por desgracia, no cesan de producir acontecimientos que desbordan el mencionado "umbral de noticiabilidad." Me temo que no debemos cargarla en la cuenta de los periodistas tal constatación, sino en la debilidad de la naturaleza humana y en la de algunos "parapsicólogos serios" quienes, acaso por un mal entendido "espíritu de cuerpo", prefieren no pronunciarse cuando charlatanes argentinos anuncian que "el año que viene la vacuna contra el SIDA estará en todas las farmacias", o hacen caso omiso a curanderos filipinos, quienes fingen extraer menudos de pollo de enfermos terminales, o miran para otro lado cuando los presuntos psíquicos tuercen una llave fuera de cámara.

Todavía alguien puede preguntarse, ¿por qué nadie se atreve a proponer una Cátedra de parapsicología en la Universidad de Buenos Aires? Creo que uno de los motivos reside en el hecho de que la parapsicología, desde sus inicios, ha estado relacionada con las actividades de personajes muy conocidos que tienen muy baja credibilidad. También creo que la comunidad parapsicológica le hizo demasiadas concesiones a sus falsos colegas, y sólo excepcionalmente se ha mostrado cooperativa con los medios interesados en poner sobre aviso a los ciudadanos pasibles de ser engañados. Muchas figuras que actúan en este campo tampoco han sido suficientemente convincentes con relación a los propósitos altruistas que persigue la parapsicología, que son los de investigar unos presuntos fenómenos difíciles de explicar y llegar a alguna certeza. Ellos, para no dar lugar a equívocos, deberían demostrar con publicaciones de investigaciones concretas –y no con mera retórica– que la actividad que realizan no tiene nada que ver con vender cursillos con salida laboral asegurada, administrar terapias de eficacia dudosa, o influir en la toma de decisiones personales. Si en los laboratorios donde se desarrolla la ciencia y la tecnología más convencional ésta fuera una práctica acostumbrada, habría que autorizar que los investigadores científicos lucren con técnicas o ingredientes no comprobados o arriesguen la salud de los sujetos experimentales.

 

"LOS CIENTIFICOS, MIS COLEGAS"

Este epígrafe, creo, deberían pronunciar los parapsicólogos remedando el título del libro del doctor Samuel Tarnopolsky. Sin embargo, no quisiera dejar de destacar que hasta los propios parapsicólogos reconocen que, a la fecha, se han obtenido resultados tan débiles (y huidizos a la hora de demostrar su utilidad para desarrollar modelos predictivos o su repetibilidad en condiciones de control), que éstos no presentan garantías de salir airosos de un arbitraje académico, sea en medios universitarios o a la luz de los referees de las revistas científicas conocidas.

Por lo demás, no me parece una actitud científica descartar a priori la posibilidad de que los investigadores interesados en este campo descubran capacidades o potenciales especiales en algún espacio poco explorado de la mente humana.

Me parece un disparate cercano a la picardía que, para escabullirse de la crítica, algunos parapsicólogos sugieran que deben recurrir a "fueros propios" para poner a prueba la validez de sus experimentos. Si las fronteras de la ciencia deben ser ampliadas, mucho me temo que los parapsicólogos deberán allanarse a sus métodos y exigencias. Caso contrario, y por mejores que sean sus intenciones, una parapsicología científica, tal como la pretendía J.Ricardo Musso, seguirá siendo una "zona fronteriza" incomprendida, vapuleada y confundida con el espectáculo esotérico que a los periodistas tanto nos gusta exhibir.v

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* Alejandro Agostinelli es periodista. Actualmente, se desempeña en el área Coleccionables y Multimedia de la Editorial Perfil.

 

FÁTIMA REGINA MACHADO
São Paulo, Brasil
interpsi@mail.ru

Fenômenos de percepção extra-sensorial e/ou de psicocinesia despertam sobremaneira o interesse do público em geral. Esse interesse leva os meios de comunicação de massa a também se interessarem pela ocorrência e pesquisa desses fenômenos ou experiências, pois qualquer matéria jornalística que se faça a respeito do assunto garantirá bons índices de audiência a qualquer programa televisivo ou radiofônico, por exemplo. Se por um lado esse interesse da mídia tem contribuido para a divulgação do trabalho de pesquisadoras(es), por outro tem servido também para difundir informações equivocadas a respeito da Parapsicologia para o público em geral. Além disso, a grande maioria dos jornalistas, pelo menos no Brasil, não tem se mostrado preocupada com a ética e o respeito em relação a pessoas que vivenciam experiências parapsicológicas, nem em relação a pesquisadores(as) sérios que dão entrevistas e informações sobre os trabalhos realizados no campo. Os principais problemas em relação a essas questões éticas são: (a) deturpação dos fatos através de divulgação sensacionalista de casos e (b) desrespeito à questão do sigilo envolvido nas pesquisas de caso. Saber como lidar com essas questões é um grande desafio.

 

ALEJANDRO PARRA
Buenos Aires, Argentina
rapp@ba.net

Una de las características más notables de la posmodernidad es el impacto de los medios de comunicación sobre la sociedad. Es posible distinguir al menos tres unidades mediáticas fundamentales en este campo: la radio, los medios graficos (diarios y revistas) y la TV. Esta tríada comparte elementos comunes, sin embargo, el discurso que cada uno aplica varía dependiendo de muchos factores. Por ejemplo, temas de interés general o culturales, dentro de los cuales se inscriben la medicina, la psicología, el arte, la política, el periodismo mismo, entre otros, normalmente adscriben a las reglas del juego del instrumento mediático en cuestión, su alcance, su popularidad, y los factores económicos que lo sostienen.

Aunque opero en parapsicología en exclusividad, no quisiera reducir el problema planteado en esta mesa solo a mi campo, debido a que el tema de esta mesa es común a muchos otros estudiosos serios de otras anomalías. Lo paranormal, en términos generales, siempre ha sido un tema apetitoso para los medios de comunicación. El fenómeno OVNI, las prácticas adivinatorias, los fenómenos psíquicos, la vida después de la muerte, las asi llamadas "sectas," por citar unos pocos, han sido y son actualmente temas recurrentes en numerosos programas de radio, TV y artículos periodísticos. Pienso que la investigación sociólogica está aun virgen de estudios sociométricos confiables relacionadas con el creciente interés y el auge por lo paranormal en los medios de comunicación en América Latina, y no solo aquellos relacionados con las creencias paranormales de la sociedad.

Hay al menos tres dimensiones a considerar acerca de los medios y la divulgación de lo paranormal. En la primera dimensión, yo distinguiría entre divulgación y vulgarización. Se entiende por divulgación el arte de informar al público culto, pero no especializado, ciertos temas encriptados, más bien técnicos y de difícil acceso, en tanto que vulgarización, es el modo de expresar tales temas en términos suficientemente comprensibles al publico lego o semi-lego en general. Naturalmente, las diferencias entre ambos son sutiles dependiendo el medio. Por ejemplo, los productores de la mayor parte de los medios de comunicación exigen a sus colaboradores que el lenguaje de sus discursos (oral, escrito o audiovisual) omita expresiones técnicas que interfieran la limitada comprensión de sus receptores. A consecuencia de las características de la naturaleza de los fenómenos paranormales a debate, a menudo, emerge un conflicto entre productores y colaboradores el cual puede ser minimizado en la medida que el colaborador, sea cual fuere el tema en cuestión, adapte su discurso técnico al tipo de medio que lo convoca (sea radio, publicaciones gráficas o TV).

Acerca de esto, nuevamente distinguiría dos aspectos. Uno relacionado con la producción documental y el otro con la producción testimonial. En años recientes, en Argentina los medios han prestado particular interés en la producción testimonial, esto es, la declaraciones "en bruto" de quienes han experimentado presuntos eventos anómalos. Yo mismo he coleccionado desde 1990 en Argentina casi un centenar de programas de TV y artículos de diarios y revistas al respecto. En el lenguaje de la TV es conocido como talk-show. Aunque varia en tipo y metodología, un número de testimonios (no más de 4-6) presentan su caso, y un especialista en temas paranormales o paranormalista (parapsicólogo, ufólogo, etc.) junto a -a menudo- un médico o un psicólogo cumplen el rol de interpretar el caso. Médicos o psicólogos pueden compartir la posición del paranormalista o mantener una postura moderadamente escéptica, o muy escéptica.

La segunda dimensión esta en relación con la evolución de los medios. En el pasado, lo "oculto" en la sociedad occidental estaba reservado para quienes participaban en sesiones de espiritismo en salas teatrales, u otras actividades populares. La mayor parte de estas demostraciones eran confundidas por actos de magia e ilusionismo, apelando a "poderes paranormales". Solo a comienzos de la década del '30 (p.e. las revistas dedicadas a la mujer) comenzaron a publicar una columna especializada en astrología, y el impacto de estas columnas rápidamente se popularizó en forma de horóscopos, actualmente en la mayoría de los diarios, revistas, e incluso en radio y TV.

La tercera dimensión está relacionada con la asociación "charlatanismo-medios de comunicación." Esta es una dimensión ética poco valorada en parapsicología (usualmente se señala la ética en la situación experimental, o en la actividad clínica). Es cierto que los medios de comunicación usualmente apelan al sensacionalismo (o prensa "amarilla", en Argentina y prensa "marrón", en Brasil) para alcanzar niveles elevados de audiencia. Esto es debido a que el sensacionalismo sugiere que la presentación del tema debe ser convincente, ostensible, y efectivo. Esto implica que no importa a través de que medios uno sea exitoso en la demostración. Uno de los defectos de la naturaleza del fenómeno psi es su dificultosa repetibilidad y baja magnitud, de manera que no hay certeza alguna que las experiencias psi demostradas en los medios (TV), o fotográficas (en publicaciones) sean genuinas. Debo confesar que la realidad es que no todos los medios de comunicación tienen claro lo que la parapsicología realmente es. Por otra parte no cuentan con una base de datos confiable, de manera que hay muy poca interactuación entre los medios y la comunidad parapsicológica.

Para concluir, dependiendo de cada pais (la idiosincracia de su cultura y la recepción de tales temas en la sociedad), puedo decir intuitivamente que la mayoría de los medios de comunicación son por regla general escépticos ante los temas paranormales. Eventualmente unos muy pocos son objetivos y desapasionados. Los debates periodísticos que enfrentan a escépticos y paranormalistas podrían ayudar al público receptor del material informativo a permeabilizar su posición frente a las anomalías. La calidad del debate dependerá -naturalmente- de la calidad de los argumentos de ambos lados. En Argentina, puedo decir que ciertamente los charlatanes han aplicado estrategias poco convincentes frente a la opinión pública, mucho menos frente a los escépticos. Esto inmediatamente sugiere que la comunidad científica en general, al igual que el público consumidor del material informativo de los medios de comunicación, también sienta rechazo hacia la aceptación de la parapsicología y sus métodos como ciencia.

Debo señalar, además, que pocas veces yo mismo o parapsicológos respetables hemos sido convocados por los medios de comunicación en Argentina. Esperamos llevar a cabo en el futuro estrategias combinadas para despertar el interés en los medios de comunicación confiables, manteniendo un adecuado equilibrio para presentar información comprensible y genuina acerca de la realidad de los fenómenos psi a la sociedad en general.v

 

 

Actividades

O INSTITUTO PERNAMBUCANO DE PESQUISAS PSICOBIOFÍSICAS (IPPP)
Valter da Rosa Borges
rosaborges@uol.com.br

 

O IPPP realizou, no ano de 2000, as seguintes atividades:

  1. Valter da Rosa BorgesLançamento de livros: A Parapsicologia em Pernambuco. História do movimento pa-rapsicológico no Estado de Pernambuco, Brasil, de 1973 a 1999, de Valter da Rosa Borges relatando as atividades do Instituto Pernambucano de Pesquisas Psicobiofísicas, do Conselho Regional de Pa-rapsicologia e da Associação Pernambucana de Parapsicólogos. Teoria Parapsicológica Geral (e outros ensaios) de Ronaldo Dantas Lins Filgueira. Co-letânea de trabalho apresentados pelo autor em Congressos e Simpósios de Parapsicologia. O Poltergeist de Beberibe de Renato Barros & Wanessa Lima. Relato minucioso da pesquisa, realizada pelos autores, na cidade de Olinda, Pernambuco, de um fenômeno de poltergeist. Anuário Brasileiro de Parapsicologia 2000. Participação dos parapsicólogos Valter da Rosa Borges, Ronaldo Dantas Lins Filgueira, Terezinha Acioli Lins de Lima, Erivam Félix Vieira, Guaracy Lyra da Fonseca, Sara Riwka Erlich, Carlos Alberto Tinoco, Hortas Santos, Geraldo dos Santos Sarti e Naum Kreiman.

  2. Realização do XVIII Simpósio Pernambucano de Parapsicologia, no dia 18 de novembro de 2000, tendo como tema central "Aparições e Casas mal-assombradas." O evento contou com a participação do parapsicólogo argentino Naum Kreiman.

  3. Visita de Naum Kreiman ao Instituto Pernambucano de Pesquisas Psicobiofísicas e discussão com os parapsicólogos pernambucanos sobre os problemas da parapsicologia.

  4. Criação da Escola Iberoamericana de Parapsicologia, alicerçada nos seguintes fundamentos: Em reunião realizada aos dezenove dias do mês de novembro do ano dois mil, na sede do Instituto Pernambucano de Pesquisas Psicobiofísicas, na cidade de Recife, Estado de Pernambuco, Brasil, onde estavam presentes os parapsicólogos Valter da Rosa Borges, Ronaldo Dantas Lins Filgueira, Guaracy Lyra da Fon-seca, Jalmir Freire Brelaz, José Renato Barros, Isa Wanessa Rocha Lima, todos brasileiros, e Naum Kreiman, argentino, foi fundada a Escola Iberoamericana de Parapsicologia, a qual se caracteriza pelos seguintes fundamentos:

  1. Definição do fenômeno parapsicológico como o objeto de estudo e pesquisa da Parapsicologia, excluindo-se a utilização do termo fenômeno paranormal.

  2. Definição do fenômeno parapsicológico como todo fenômeno que, sendo produzido ou vivenciado pela mente humana, apresenta as seguintes características: (a) Uma modalidade de conhecimento que uma pessoa demonstra de fatos físicos e/ou psíquicos, relativos ao passado, presente ou futuro, sem a utilização (aparente) dos sentidos e da razão, assim como de habilidades que não resultem de prévio aprendizado; (b) uma ação física que uma pessoa exerce sobre seres vivos e a matéria em geral, sem a utilização de qualquer extensão ou instrumento de natureza material. Exclusão dos termos fenômeno incomum da mente humana e epicentro.

  3. Manutenção da classificação oficial dos fenômenos parapsicológicos aprovada no I Colóquio Internacional de Parapsicologia, ocorrido em Utrecht, na Holanda, em 1953, e proposta por Thouless e Wiesner, que consiste em psi-gamma e psi-kappa, correspondendo aos fenômenos parapsicológicos que apresentam, respectivamente, as características dos itens (a) e (b) do artigo anterior (de número 2).

  4. Adoção da nova proposta epistemológica, apresentada pelo Prof. Valter da Rosa Borges, por ocasião do Primer Simpósio Pernambucano de Parapsicologia, em 1983, em que a precognição não é mais considerada fonte, mas sim, característica do conhecimento paranormal. Dessa forma, a categoria psi-kappa apresenta como fenômeno a telecinesia e a categoria psi-gamma a telepatia e a clarividência. Como o conhecimento parapsicológico é atempo-ral, o fenômeno parapsicológico apresenta a característica da independência do tempo, podendo ocorrer as seguintes possibilidades: (a) Precognição: Consiste na percepção de eventos que ainda irão ocorrer ou poste-riores ao objeto alvo; (b) Retrocognição: Consiste na percepção de eventos que já ocorreram ou anteriores ao objeto alvo; (c) Simulcognição: Consiste na percepção de um evento presente ou quando o ex-perimento alcança temporalmente o objeto alvo.

  5. Adoção dos métodos quantitativo e qualitativo para a realização das investiga-ções parapsicológicas, de conformidade com o tipo de pesquisa realizada. A abordagem fenomenológica trouxe para o campo científico fenômenos não mensuráveis, passíveis apenas de uma abordagem qualitativa.

  6. Valorização dos trabalhos teóricos, com elaboração de modelos e teorias que possam ser testadas experimentalmente.

  7. Reafirmação da autonomia da Parapsicologia, em oposição às tentativas de seu reducionismo a qualquer outra ciência. Recomenda-se seja evitada qualquer psicologização, biologização ou fisicalização da Parapsicologia, o que, entretanto, não impede o seu enri-quecimento com os subsídios de outras ciências.

  8. Definição da área de atuação do parapsicólogo, enquanto profissional, em três campos assim estabelecidos: (a) Magistério: Como professor de nível superior, o parapsicólogo pode lecionar Parapsicologia como disciplina eletiva de outros cursos de graduação, em cursos de extensão universitário, em cursos livres de pós-graduação e futuramente de graduação em Parapsicologia, quando houver. Bem como poderá ministrar cursos básicos de Parapsicologia, de natureza informacional. (b) Pesquisa: Como pesquisador, o parapsicólogo pode trabalhar individualmente ou ligado a uma instituição de pesquisa parapsicológica. O parapsicólogo pode dedicar-se à pesquisa teórica, elaborando hipóteses e ex-perimentos ou eleger o trabalho de campo ou de laboratório, sendo recomendável que, na investigação dos casos espontâneos, esteja familiarizado com as artes mágicas ou se faça assessorar por um prestidigitador de sua confiança. Pode, ainda, dedicar-se à aplicação de testes parapsicológicos e treinamento de Agentes Psi, como também emitir laudos e pareceres técnicos e também realizar perícias. (c) Orientador: o parapsicólogo pode montar seu consultório para atendimento de pessoas que, direta ou indiretamente, estejam passando por experiências parapsicológicas, sendo-lhe, porém, vedado praticar qualquer tipo de psicoterapia.

  9. Adoção oficial do termo Agente Psi para indicar o ser humano que produz ou vivencia um evento parapsicológico. Deve-se evitar termos como médium, paranormal, sensitivo, metagnomo e outros.

  10. Revisão crítica de todo o processo histórico da investigação da fenomenologia parapsicológica.

  11. Adoção do baralho Zener modificado, conforme proposta do Prof. Ronaldo Dantas Lins, no ano de 1989, no VII Simpósio Pernambucano de Parapsicologia, e que consiste no seguinte: As imagens perceptuais da mente são transformadas do objeto percebido. Para que este processo ocorra a mente utiliza o efeituador transformativo que apresenta um componente geral e um específico. Esse é comum a todas as mentes, elaborando sintática (forma) e semanticamente (conteúdo) o material percebido, resultando respectivamente nos arquétipos e nas transformações topológicas. Verifica-se que determinada forma, no seu trajeto do objeto de percepção até à mente, bem como, sua elaboração intrínseca por esta, parece sofrer um desvio es-trutural que preserva as propriedades topológicas como conexão e compacidade e altera outras como a distância. Supondo que os fenômenos de Psi-gamma ocorrem como homeomorfismo entre espaços topológicos, figuras topologicamente idênticas poderiam ser percebidas como a mesma figura, resultando em erro na avaliação estatística. Especificamente temos que as cinco figuras do baralho Zener, numa abordagem topológica, são apenas três: o círculo é idêntico ao quadrado e a cruz é idêntica à estrela. Assim, experimentos considerados como de baixo índice de acertos, pode-rão ter, na realidade, um alto índice de êxitos. Para evitar este erro, o Prof. Ronaldo Dantas propôs um baralho constituído por figuras topologicamente distintas, como por exemplo, onda, cruz, coroa circular (circulo), interrogação e o símbolo do infinito ou o número oito.

  12. Criação de um Periódico (revista ou jornal) de Parapsicologia, que divulgue as inovações teóricas e práticas da Escola, bem como suas realizações:

  1. Aprovação dos novos Estatutos do Instituto Pernambucano de Pesquisas Psicobiofísicas.

  2. Eleição do novo Conselho Deliberativo do Instituto Pernambucano de Pesquisas Psico-biofísicas, cujo presidente e vice-presidente são, respectivamente, Ronaldo Dantas Lins Filgueira e Jalmir Freire Brelaz de Castro. Os demais Conselheiros são Valter da Rosa Borges, Erivam Félix Vieira, Guaracy Lyra da Fonseca, Terezinha de Acioli Lins de Lima e Maria da Salete Rêgo Barros de Melo.v

 

 

NOTICIAS AIPA

3La Parapsychology Foundation ha organizado un foro de discusión sobre fenómenos parapsicológicos a llevarse a cabo en Puerto Rico. La actividad, titulada Los fenómenos parapsicológicos en Puerto Rico, incluirá cuatro presentaciones sobre: "El Desarrollo del Médium y los Fenómenos Parapsicológicos," (Dr. Mario Nuñez, Universidad de Puerto Rico, Mayagüez), "Visitantes Nocturnos Inesperados" (Dr. Julio Sánchez, Universidad Interamericana, Bayamón), "Recuerdos de Vidas Anteriores" (Sr. Juan Albino, Centro de Estudios e Investigaciones Parapsicológicas de Puerto Rico), y "Experiencias Fuera del Cuerpo" (Dr. Carlos S. Alvarado, Parapsychology Foundation, New York). La Parapsychology Foundation ha organizado un foro de discusión sobre fenómenos parapsicológicos a llevarse a cabo en Puerto Rico. La actividad, titulada "Los Fenómenos Parapsicológicos en Puerto Rico," incluirá cuatro presentaciones sobre: "El Desarrollo del Médium y los Fenómenos Parapsicológicos," (Dr. Mario Nuñez, Universidad de Puerto Rico, Mayagüez), "Visitantes Nocturnos Inesperados" (Dr. Julio Sánchez, Universidad Interamericana, Bayamón), "Recuerdos de Vidas Anteriores" (Sr. Juan Albino, Centro de Estudios e Investigaciones Parapsicológicas de Puerto Rico), y "Experiencias Fuera del Cuerpo" (Dr. Carlos S. Alvarado, Parapsychology Foundation, New York). La Parapsychology Foundation es una organización sin fines de lucro fundada en el 1951. La Fundación se ha dedicado a apoyar el campo de la parapsicología a través de becas, publicaciones y convenciones. Estas convenciones se han llevado a cabo en países tales como Estados Unidos, Francia, Holanda, Irlanda, Italia, Inglaterra, y Suiza. La actividad se llevará a cabo el 17 de febrero del 2001 en el Hotel Caribe Hilton (San Juan, Puerto Rico) entre las 9:00-12:00 AM y las 2:00-5:00 PM. El costo de entrada es $95.00. Esto incluye un desayuno continental y dos recesos con café. Para información adicional favor de escribir o llamar a: Dr. Carlos S. Alvarado (Email: alvarado@parapsychology.org, www. parapsychology.org)

3 La Biblioteca de Parapsicología del Instituto de Psicología Paranormal está siendo reestructurada y clasificada por expertos en bibliotecología y archivistas experimentados. Incluye 1500 libros, 6000 referencias, y más de miles de horas de video-documentales, fotografías, diapositivas, monografías, tesis, correspondencia, folletos y artículos de prensa. Aunque la biblioteca está bien organizada para el público en general, los investigadores toman mucho tiempo en la selección de material muy específico. Su organización definitiva está prevista para fines del año 2001. Existe un Servicio de Búsqueda Bibliográfica para investigadores no-arancelado a quienes deseen realizar la búsqueda por si mismos, pero arancelado para aquellos que soliciten asesoramiento. Los libros ya han sido clasificados en 53 diferentes temas, y todo el material, incluyendo la clasificación de artículos de revistas se encuentran disponibles en ficheros. Actualmente, colaboradores y estudiantes del IPP está elaborando un banco de fotografias paranormales bajo el nombre de Image Paranormal Bank (bajo copyright) que incluirá video-documentales (más de 7000 horas), fotografias (15.000 imágenes clasificadas por tema), diapositivas (slides), DVDs y CDs especializados en parapsicología, religión y psicología general. Las reglas de uso de la biblioteca y toda otra información adicional acerca del reglamento de préstamo o fotocopiado del material y los títulos disponibles pueden ser vistos visitando el sitio en internet del IPP: www.alipsi.com.ar

3 Ja se encontra disponivel na Internet o Portal Psi, que tem como objetivos, facilitar a formação da opinião da comunidade académica e cientifica brasileira relativamente a pesquisa cientifica de psi (hipotese de existencia de uma capacidade humana extra-sensorio-motora), e servir de fonte de referencia para a comunidade de pesquisadores psi e interessados na pesquisa de psi. O conteudo do Portal Psi e composto por: 1. FAQ de Fenomenos Psi, organizada pelo Dr. Dean Radin, traduzida ao portugués; 2. Dezenas de Hyperlinks, incluidos pelo Inter Psi, ao longo do texto da versão original da FAQ. O posicionamento do Inter Psi e de que a hipotese de psi ainda esta sob exame cientifico e de que mais pesquisas isentas são necessarias para sua aceitação ou rejeição por parte da comunidade cientifica internacional. Como se faz necessario um olhar equilibrado em torno de temas em disputa, o Inter Psi tornou disponivel no Portal Psi tanto pesquisas realizadas por "proponentes" quanto por "criticos" de psi. Informações relevantes ao tema, sobretudo advindas de comentarios e sugestoes dos leitores serao constantemente agregadas ao Portal Psi. Inter Psi, Grupo de Semiótica, Interconectividade e Consciencia, Programa de Pos-Graduação em Comunicação e Semiótica, Pontificia Universidade Catolica de São Paulo, Envie seus comentarios, criticas e sugestões para: interpsi@mail.ru. O Portal Psi pode ser acessado pelo seguinte endereço: http://www.pucsp.br/~cos-puc/cepe/intercon/portal.htm.

3Alejandro Parra y Jorge Villanueva desarrollarán un proyecto de investigación Ganzfeld financiado por la Fundación BIAL durante el período 2001-2002. Este estudio intentará replicar los resultados obtenidos en un primer estudio. El estudio nuevo consta de tres etapas: En la primera cada sujeto deberá adivinar un objetivo (sea una imagen visual y un fragmento musical), tomado de un CD que contiene 27.700 objetivos y otro CD musical que contiene 200 fragmentos musicales. También serán evaluadas variables tales como relajación, humor, expectativa y motivación, y otras variables psicológicas medidas con el Eysenck Personality Inventory y el Sixteen Pesonality Factors. La segunda consistirá de una investigación comparando estos resultados con una muestra de control quienes ignoran que participan en un típico experimento de PES. La tercera etapa incluirá una evaluación de las principales características fenomenológicas de ambas etapas.

Stanley Krippner, Alejandro Parra y Jorge Villanueva
(Foto 1, izq. a der.)

Jair Schmitt Kreusch, Tarcísio Roberto Pallú y Vera Lúcia Barrionuevo, entre otros, miembros del Centro de Pesquisa em Parapsicologia (Foto 2)

3Jair Schmitt Kreusch, Tarcísio Roberto Pallú y Vera Lúcia Barrionuevo, parapsicólogos graduados e pós-graduados em Estudos da Consciência, fundaram recentemente, o Centro de Pesquisa em Parapsicologia (CPP) cuja finalidade primeira é intensificar os laços culturais e profissionais já estabelecidos anteriormente com os diversos profissionais da área e efetivar contatos e intercâmbios de atualização científica em níveis nacional e internacional. O CPP oferece elucidação sobre os pontos onde ocorra cisão entre o possível e o improvável e levanta hipóteses a serem consideradas ante cada experiência relatada por eventuais sensitivos ou responsáveis por casos de fraude. Propõe-se também a publicar os resultados de seus estudos e atuação nas áreas de investigação científica, pesquisa de campo e, também de atendimento clínico (através do Núcleo de Aconselhamento em Parapsicologia (NAP); assessorar tecnicamente profissionais que desenvolvam trabalhos relacionados aos temas da Parapsicologia ou que atuem em áreas afins; e a dirimir dúvidas dos interessados no campo da fenomenologia paranormal. Trata-se de uma proposta abrangente num campo que, apesar de promissor, tem sido pouco explorado por seus profissionais. Maiores esclarecimentos a respeito do trabalho do CPP, encontram-se no Site www.ethos21.com.br

3Stanley Krippner y sus colegas están evaluando informes de sueños obtenidos en tres sitios sagrados en Cornwall, Inglaterra. Más de 100 de estos informes de sueños serán comparados con un igual número de informes de sueños que las personas recuerdan en sus casas. Se compararán desde varias dimensiones los "Sueños de lugares" [sitios sagrados] con los "sueños del hogar". Una de estas dimensiones será la relación que existe entre ambos tipos de sueño con el fenómeno psi.

3El término "psicometría" es un tipo de percepción extrasensorial que permite a un psíquico o sensitivo recibir impresiones empleando un objeto físico. Alejandro Parra y Juan Carlos Argibay recibieron una beca de la Fundación BIAL durante el período 2001-2002 para desarrollar un proyecto de investigación que permita explorar las principales características psicológicas, fenomenológicas y parapsicológicas de aquellas personas que dicen poseer habilidades extrasensoriales empleando la psicometría como recurso. El proyecto incluirá tres etapas: (a) una entrevista de admisión, (b) una evaluación psicológica para establecer el perfil de la muestra empleando los siguientes instrumentos Sixteen Personality Factors, Dissociative Experiences Scale, Eysenck Personality Questionnaire, Anomalous/Paranormal Experiences Scale, Paranormal Beliefs Scale, y Harvard Group Scale of Hypnotic Susceptibility), y (c) una evaluación parapsicológica empleando objetos-objetivo, las cuales serán administradas a doble ciegas y aleatorizadas. El propósito de una evaluación cuantitativa de las declaraciones de los psíquicos será establecer si estas declaraciones son más acertadas que lo esperable por azar comparados con un grupo de control.

Juan Carlos Argibay Daniel Gómez Montanelli (der.) junto a Miguel H. Farias (psicólogo) y Telmo M. Baptista (médico) durante el Tercer Simposio de la Fundación BIAL.

3El Instituto de Psicología Paranormal, representado por el psicólogo clínico Daniel Gómez Montanelli, ha participado en el Tercer Simposio de la Fundación BIAL bajo el tema "Behind and Beyond the Brain: Exceptional experiences" que tuvo lugar entre los dias 6–8 de Abril, en Porto, Portugal, para presentar el tema "Estudio descriptivo y correlacional de personas con experiencias psi espontáneas" financiado por la Fundación BIAL de Portugal. Gómez Montanelli también participó en la 108° Convención Anual de la American Psychological Association, realizada en Agosto de 2000, en Washington, D.C., en una mesa redonda sobre Experiencias Psíquicas Anómalas, organizada por la División 30° (Psychological Hipnosis) junto con Stanley Krippner, Ian Wikramasekera, y Etzel Cardeña, donde expuso el tema antes mencionado.

3Ramon Monroig Grimau del Instituto Latinoamericano de Psicología Paranormal está procesando la última etapa del sistema de información bibliográfica en parapsicología SIPSI 3.0, la cual será una herramienta para el almacenamiento y recuperación de datos en parapsicología. Su creador informa que el nuevo sistema contará con un sistema de búsqueda booleana, transferencia de datos, y crear y bajar respaldos de información. El sistema está basado en Borland Delphi, un lenguaje de programación muy poderoso y versátil para gráficos en el mercado informático, lo cual permitirá una buena performance y protección de datos. El sistema SIPSI permitirá almacenar miles de datos que incluirán libros, artículos de revistas, video, Media, Instituticiones y personas, clasificados para ser localizados por autores, titulos y temas, entre más de cien opciones de búsqueda y combinaciones. Un prototipo está funcionando ya en el Instituto de Psicología Paranormal de Buenos Aires y en el Instituto Latinoamericano de Psicología Paranormal de México. Además, listas de los libros clasificados por título y tema pueden ser localizados en el web site del IPP (www.alipsi.com.ar/bibliote.htm). El sistema comenzará a funcionar formalmente a fines del 2001.

3Moisés Asís y Alejandro Parra cenando en un restaurant cubano en Miami, el 27 de Septiembre. Parra fue invitado para participar del programa internacional de TV El Show de Cristina, que emite la cadena Univisión de Miami. Aprovechó su breve visita para discutir sobre parapsicología y temas de actualidad. Moisés Asis es un talentoso psicólogo e hipnólogo cubano –actualmente exiliado– que ha escrito varios libros sobre parapsicología, hipnosis y apicultura, una de sus especialidades. Entre sus libros se destacan: Parapsicología e hipnosis experimental (Editorial científico-técnica: La Habana, 1996 [pp. 194]) y Hipnosis: Teoría, métodos y técnicas (Editorial científico-técnica: La Habana, 1995 [pp. 185], éste último junto al psicólogo Braulio Martínez-Perigot. v


En la foto: Moises Asis y Alejandro Parra (en Miami)

 

 

PERFILES (I):
MA. LUISA ALBUQUERQUE*

¿Cómo se inicio usted en el campo de la Parapsicología?

Há cerca de 30 anos, vi uma amiga minha entrar em transe, em estado alterado de consciência e fiquei muito perturbada com os fenómenos que ele tinha, sobretudo de adivinhação. Pedi ajuda a algumas pessoas, que me explicassem o que era aquilo e alguém me emprestou um livro intitulado A Face Oculta da Mente, da autoria do Pe. Oscar Quevedo. Li o livro de um fôlego e todo o caso da minha amiga estava nas primeiras 100 páginas. Fiquei encantada, mas não satisfeita, pois percebi que havia fenómenos muito interessantes como os parafísicos que não estavam nesse livro. Assim me comecei a interessar-me pela parapsicologia e depois de ler os outros livros do Pe. Quevedo, comecei a ler outros autores.

¿Cuáles son sus principales areas de interés?

Pessoalmente encanta-me a ligação que a parapsicologia tem com o fenómeno religioso, sobretudo com a religião católica e a filosofia. Interessa-me a explicação natural de fenómenos que ao longo dos séculos tiveram uma explicação sobrenatural. Sou a favor da interdisciplinaridade da parapsicologia, apresento-a geralmente como a ciência do diálogo científico. A parapsicologia mostrou-nos novos horizontes da percepção cognitiva e assim a sua importância no domínio da Filosofia. Os fenómenos da cognição com o alargamento do horizonte do fenómeno do conhecer, trouxeram novas estruturas cognitivas e a emergência de uma revolução no conhecimento. No campo da religião, faz a necessária demarcação entre a atitude de fé esclarecida e a atitude de crença irreflectida. A parapsicologia tem uma visão global/interdisciplinar do ser humano e do mundo. Resumindo: ao estudar parapsicologia, encantam-me as novas perspectivas do conhecimento do ser humano, da sua relação com o mundo e com o transcendente/Divino.

¿Cuáles son los principales problemas que usted ha encontrado a lo largo de su carrera como parapsicólogo?

A incompreensão da parte do público em geral quando me apresento como parapsicóloga. A necessária e difícil explicação que é preciso dar, para separar o trigo do joio, ou seja, os charlatães dos cientistas.

¿Cuáles han sido sus mayores satisfacciones derivadas de su actividad en Parapsicología ?

A enorme aceitação que tenho tido no meu país, a quantidade de solicitações que tenho de universidades e entidades científicas para lhes falar de parapsicologia. O poder falar para plateias de largas centenas de ouvintes atentos e ser entendida por eles.

¿Cómo ve le futuro de la Parapsicología en el mundo?

Se a psicología e os cientistas em geral aceitassem olhar para os fenómenos que a parapsicologia demonstra, esta não teria razão de existir. Simplesmente ignorando-os, prestam um mau serviço e assim vemos toda essa enorme confusão que existe entre cientistas e charlatães. Então, o trabalho do parapsicólogo é ainda um trabalho meio inglório, mas necessário. Para mim, simplesmente apaixonante!

¿Cómo es su visión actual de la Parasicologia en Iberoamérica ?

Estou encantada com o esforço que vai sendo feito, embora isolado. Aproveito a dar os parabéns a Alejandro Parra na Argentina, ao casal Machado/Zangari no Brasil e, claro, ao meu mestre o Pe. Oscar Quevedo, pioneiro nestas lides. Todos juntos havemos de fazer algo importante, que fique na história.v

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* Psicóloga clínica y profesora en parapsicología. Presidente del Centro Latinoamericano de Parapsicologia (CLAP-Portugal). Entre 1993 y 2000 fue editora del Jornal de Parapsicología, y luego Revista Portuguesa de Parapsicología.

 

 

PERFILES (II):
RAMÓN MONROIG GRIMAU*

¿Cómo se inició usted en el campo de la Parapsicología?

Mi interés en los fenómenos que estudia la Parapsicología se inició a la temprana edad de 12 años y por antecedentes familiares de mediumnidad. Posteriormente y a través de la lectura de libros de editoriales argentinas que llegaban a España fui adentrándome en este controvertido campo.

¿Cuáles son sus principales areas de interés?

Mi interés principal son las investigaciones relacionadas con los estados alterados de conciencia.

¿Cuáles son los principales problemas que usted ha encontrado a lo largo de su carrera como parapsicólogo?

Tal vez el problema más grave y creo es denominador común entre todos mis colegas iberoamericanos, es la falta de credibilidad y el poco interés que tienen las instituciones académicas oficiales en admitir entre sus materias de estudios humanísticos y sociales a la Parapsicología.

¿Cuáles han sido sus mayores satisfacciones derivadas de su actividad en Parapsicología?

La época que recuerdo con mayor satisfacciones es la de relación con el padre Enrique Novillo Paulí. Despues de eso, si tuviera que ser realista, serían tan escasas las satisfacciones que quedarían relegadas a las relacionadas con las amistades que he adquirido entre colegas de todo el mundo. Lo cual –en sentido estricto– no tiene relación con la Parapsicología.

¿Cómo ve le futuro de la Parapsicología en el mundo?

Extremadamente crítico. Nos es pesimismo. Es una realidad que he estado palpando y viviendo dia a dia a través de los últimos 30 años que han pasado por mi vida en este campo.

¿Cómo es su visión actual de la Parapsicología en Iberoamérica?

Este es un tema que –para no herir susceptibilidades– requeriría muchas más páginas que las que componen el Boletín AIPA. v

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* Psicólogo y empresario. Coordinador del Instituto Latinoamericano de Psicología Paranormal, y la Revista Mexicana de Psicología Paranormal, en Querétaro, México. Actualmente está diseñando el SIPSI 2001, una base de datos en parapsicología para la comunidad hispano-parlante.

 

 

PERFILES (III):
ALEJANDRO PARRA*

¿Cómo se inició usted en el campo de la Parapsicología?

Comencé en esta área desde muy jóven atraído por el fenómeno de la psicokinesis y la supervivencia después de la muerte. Después leyendo muchos libros y revistas de divulgación españolas. Luego participé en las actividades del Laboratorio Argentino de Parapsicología Aplicada (LAPA) –ahora desaparecido– donde iniciamos grupos de estudio y varios experimentos exploratorios de PES. Paralemamente, leí y conocí a numerosas personas, como Enrique Novillo Paulí, Naúm Kreiman, y J.Ricardo Musso, hasta que en 1990, Jorge Villanueva y yo creamos la Revista Argentina de Psicología Paranormal, que se edita actualmente.

¿Cuáles son sus principales areas de interés?

No hay un área que desprecie en este campo; todas me parecen igualmente atractivas y desafiantes. Por mi espíritu crítico, siempre he sentido enorme interés por la investigación experimental, especialmente por la percepción extrasensorial en condiciones controladas (p.ej. el Ganzfeld), no obstante recientemente inicié, junto a Daniel Gómez Montanelli, un estudio exploratorio sobre las reacciones emocionales de las personas que experimentan eventos psi espontáneos.

¿Cuáles son los principales problemas que usted ha encontrado a lo largo de su carrera como parapsicólogo?

La indiferencia, tanto de mis propios colegas, de los medios de prensa, como de la comunidad científica en general por el abordaje de esta problemática. Creo que si no fuera por tanta indiferencia, estaríamos más unidos para producir investigación científica y combatir los reclamos charlatanescos ante la sociedad. Pero nuestros aportes son tan pequeños e intrascendentes que a menudo somos eclipsados por quienes atentan contra el prestigio de nuestra displina. Esto espanta a quienes realmente buscan involucrarse en el tema para investigar o para tomar parte en cursos, o introducir la parapsicología en otros ámbitos. Aparte de esto, convivo con una frustación cotidiana cuando experimento la sensación de que necesito leer cada vez más para mantenerme actualizado, pero que no cuento con el tiempo que quisiera para tal satisfacción.

¿Cuáles han sido sus mayores satisfacciones derivadas de su actividad en Parapsicología?

Básicamente, creo haber producido bastante en apenas quince años de actividad. Ser consciente de esto ya me satisface. También, la edición ininterrumpida de la Revista Argentina de Psicología Paranormal, que acaba de cumplir sus primeros diez años de vida. Cada ejemplar que aparece es "como un hijo que nace" porque su aparición es un "parto" trimestral que se sostiene con los esfuerzos de dos personas y unas decenas de suscriptores en todo el mundo. Haber sido fuente de inspiración para mis colegas en sus publicaciones y congresos también me satisface. En definitiva, haber constituido un instituto de enseñanza, investigación, participar en grupos de estudio, y ayudar a las personas a tratar sus experiencias anómalas han sido y están siendo grandes satisfacciones para mi.

¿Cómo ve le futuro de la Parapsicología en el mundo?

Creo que hemos avanzado bastante en muchos aspectos y hemos descuidado otros. He escrito mucho sobre este tema, que no voy a profundizar. Hace tiempo que la parapsicología necesita construir una teoría general o un modelo predictivo. Hay muchos investigadores que tienen ideas muy creativas, originales y coherentes para constuir una teoría, pero aún falta algo más que meta-análisis que sugieran repetibilidad. La parapsicología requiere una repetibilidad mejor establecida. La parapsicología como tal es un inobservable, una mera subjetividad; el mérito depende de cada parapsicólogo miembro de la SSE, la PA o AIPA –por nombrar las tres principales. Creo que también nos iría mejor si asumiéramos que nuestras ideologías y nuestros prejuicios a menudo empañan nuestra visión. Sin duda, somos nosotros quienes construimos esta disciplina. Si la parapsicología no tiene futuro, no hay que buscar en otro culpable más que en nosotros mismos.

¿Cómo es su visión actual de la Parapsicología en Iberoamérica?

La/os parapsicólogo/as y otros profesionales, particularmente los latinoamericano/as, hemos estado tradicionalmente comprometidos con una visión cultural eurocéntrica. La parapsicología que se desarrolla en los países anglo-parlantes naturalmente nos influye también. Estamos atravesados por este modelo (o paradigma, como ahora prefieren los "Khunianos"!), y estoy convencido que es inútil intentar escapar de éste. En consecuencia, debemos aprender a utilizar este modelo para aplicarlo a nuestra cultura cuando sea necesario. Y cuando no, utilizar el que nuestra propia cultura ha desarrollado. No debemos usar un modelo contra otro, o uno para trasponerlo sobre el otro. Entonces, creo que parte del futuro de la parapsicología en Iberoamérica es aprender a distinguir que nos sirve de ambos modelos y como podemos aplicarlos apropiadamente. Desde una visión eurocéntrica ingenua, los latinoamericanos somos todos iguales, pero nuestra realidad es que –definitivamente– los brasileros, por ejemplo, son diferentes de los mexicanos y los argentinos, y los argentinos de los brasileros. Reconocer nuestras diferencias nos enriquece. Y si aprendemos cómo, éstas nos puede servir para explorar muchas experiencias y fenómenos hasta ahora ignorados tanto para nosotros como para ellos.v

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* Coordinador del Instituto de Psicología Paranormal, y editor de la Revista Argentina de Psicología Paranormal.

 

 

Ultima Página

O REGIONALISMO NA PARAPSICOLOGIA:
UMA CRITICA

Carlos S. Alvarado, Fátima Regina Machado, Wellington Zangari y Nancy L. Zingrone*
alvarado@parapsychology.org

Como já se discutiu neste boletim anteriormente, há muitos problemas que dificultam o desenvolvimento de uma Parapsicologia científica em nossos países. Além dos problemas de educação científica e dos problemas econômicos, devemos prestar atenção a mentalidade provinciana que alguns de nossos parapsicólogos parecem sustentar. Referimo-nos a lamentável tendência em insistir no desenvolvimento de parapsicologias "verdadeiramente" ibero-americanas, baseadas em considerações geográficas e culturais, ou em interpretações regionais que não prestam atenção aos desenvolvimentos internacionais.

E surpreendente que alguns colegas insistam em desenvolver e fomentar essas abordagens sem prestar atenção a literatura e aos desenvolvimentos internacionais. Cremos que não seja necessário definir completamente a Parapsicologia usando nossa herança cultural ibero-americana, uma vez que o que importa e a realização de um bom trabalho. Entretanto, para fazer um trabalho significativo, temos que saber o que fazemos. Atualmente não e possível desenvolver uma Parapsicologia como ciência sem que prestemos atenção aos desenvolvimentos europeus, norte-americanos e de outros países. Quase a totalidade das teorias e dos dados de que dispomos provêm desses lugares.

Evidentemente, há muito o que fazer considerando-se nossas culturas e problemas específicos. Isto inclui o contexto histórico-cultural de cada um dos nossos países e o estudo de fenômenos particulares nesse contexto (por exemplo, as diferentes formas de espiritismo e de cultos de influência africana). Não pretendemos que se importem e se aceitem teorias e abordagens estrangeiras sem estudo crítico. De fato, queremos promover investigação que utilize conceitos estrangeiros em nossos países para estudar empiricamente quão relevantes são essas idéias.

Mas, não podemos aceitar pessoas que pretendem que o futuro da Parapsicologia em nossos países dependa de escolas, abordagens, filosofias ou paradigmas regionais. O futuro pertence a interconectividade, ao multiculturalismo, palavras que definem o ser humano moderno. Em uma época como a nossa – na qual a internet nos interconecta de maneira tão maravilhosa – não devemos criar separações entre países e culturas. Aquelas pessoas que insistem em criar escolas ou grupos baseados em interpretações estritamente ibero-americanas promovem uma separação desnecessária. Seria mais saudável para o nosso campo fomentar uma mentalidade mais global.

Devemos reconhecer que a ciência é uma atividade complexa. A ciência e uma atividade que necessita de sensibilidade cultural e social, mas isto não significa que insistamos em uma ciência ibero-americana, européia etc. Certamente há estilos e tradições regionais, mas não podemos perder a perspectiva global. Quando produzimos conhecimento e ensinamos Parapsicologia, temos que combinar nosso regionalismo com o que o resto do mundo nos oferece.

Se separarmos a nossa Parapsicologia do resto do mundo, chamando-a "Parapsicologia brasileira" ou "Parapsicologia ibero-americana", corremos o risco de reduzir nossas perspectivas, de perder conhecimentos, de perder anos de experiência em aspectos tais como teoria, metodologia e tecnologia. Somos ibero-americanos por nascimento, mas também somos cidadãos do mundo.

A Junta Diretiva da AIPA quer combater o isolamento e o provincianismo sustentado por alguns representantes da Parapsicologia nos países ibero-americanos. Com este propósito, recomendamos aos estudiosos do tema que não se deixem cegar pelo falso orgulho ou por ideologias limitadoras. Sem negar o valor de nossas tradições, devemos aceitar o chamado que a comunidade parapsicologica global faz a Ibero-America no novo século. Devemos expandir nossas perspectivas em direção a idéias que nos permitam transcender nossas fronteiras nacionais sem medo de perder nossa identidade.v

La Junta Directiva de AIPA quiere expresar su agradecimiento a Alejandro Parra por su excelente labor editando nuestro Boletín.

Los esfuerzos editoriales del Sr. Parra han sido una gran contribución a nuestra Asociación.

Su creatividad para encontrar materiales para el Boletín nos ha ayudado a conocer mejor la labor de nuestros colegas a través de Iberoamérica y ha sido importante en la creación de una identidad para AIPA.

Le enviamos nuestros mejores deseos y agradecimientos.

-Junta Directiva de la Asociación Iberoamericana de Parapsicología

 

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